Paulo Adario durante Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal (© Altevir/CSSP)

 

“Hoje, como estamos respondendo aos desafios da Amazônia?”. É essa a pergunta que norteia o 1º Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal, que ocorre em Manaus essa semana.

No evento, promovido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), mais de cem religiosos - entre eles 54 bispos e o cardeal Dom Cláudio Hummes, presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia - estão reunidos para discutir a realidade e os conflitos da região. A reallização do encontro é consequência de um pedido do papa Francisco quando esteve no Brasil para a Jornada Mundial da Juventude, em julho.

Paulo Adario, um dos fundadores do escritório do Greenpeace na Amazônia e estrategista sênior de florestas, fez hoje, dia 30, uma contribuição ao encontro durante uma palestra sobre a necessidade do Desmatamento Zero e sua importância para a conservação da Amazônia.

Diante de um auditório lotado, ele expôs as principais causas do desmatamento, como a extração de madeira, a construção de estradas ilegais, a falta de governança da região e a expansão da fronteira do agronegócio, e afirmou que o Brasil tem condições tecnológicas, culturais, sociais e políticas para acabar com essa realidade. “Não é preciso mais desmatar para produzir”, afirmou.

Ao final, Paulo pediu o apoio da Igreja para a mobilização pelo fim do desmatamento: “Nessa luta, o papel da Igreja é totalmente central, por isso peço para que os religiosos aqui presentes considerem a necessidade de acabar com o desmatamento no Brasil. Um outro modelo é possível para a Amazônia”, finalizou.

Entre para a Liga das Florestas