Deputada Erika Kokay, coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos, se pronuncia contra declarações de Luís Carlos Heinze (Foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados)

 

A divulgação do vídeo que expõe os deputados Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Alceu Moreira (PMDB-RS) incitando o confronto e insultando minorias sociais continua dando resultados concretos. Na última quarta-feira (19), a coordenação da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados aprovou a abertura de um processo especificamente contra Heinze (PP-RS) na Corregedoria da Casa, por quebra de decoro parlamentar.

O deputado, que classificou quilombolas, índios, gays e lésbicas como “tudo que não presta”, é acusado de incitar a violência e a intolerância em suas declarações. Para a coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos, deputada Érika Kokay (PT-DF), seu discurso é uma grave violação dos direitos das minorias e contém alto grau de preconceito e ódio. 

“Essas declarações são inadmissíveis. São expressões fascistas que afrontam a Constituição e a Democracia no Brasil. Elas representam quebra de decorro parlamentar e não podemos tratar como algo natural. É uma expressão de barbárie e não tem nada de inocente. É um discurso que afia as facas, estimulando a violência e a lógica de discriminação que o Brasil não pode mais suportar e fechar os olhos”, argumenta Kokay.

Veja aqui o pronunciamento de Erika Kokay no Plenário da Câmara:

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Além de abertura de representação na Corregedoria da Câmara, os cerca de doze deputados que fazem parte da Frente Parlamentar vão pedir à Procuradoria Geral da República (PGR) que abra processo contra Luis Carlos Heinze por incitação ao crime e à violência. 

Assinam o pedido de processo os seguintes deputados: Erika Kokay (PT-DF), Renato Simões (PT-SP), Janete Pietá (PT-SP), Jean Wyllys (PSOL-RJ), Janete Capiberibe (PSB-AP), Padre Ton (PT), Luiza Erundina (PSB-SP), Paulão (PT-AL), Chico Alencar (PSOL-RJ), Luiz Alberto (PT-BA), Luiz Couto (PT-PB), Nilmário Miranda (PT-MG) e Domingos Dutra (SDD-MA).