Unica vista por enquanto
Unica vista por enquanto

Quase todo mundo que trabalha para o Greenpeace, seja voluntário, funcionário ou colaborador gostaria de embarcar no Arctic Sunrise. Um dos motivos pelo qual eu estou aqui (deitada na minha cabine tentando lidar com minhas manifestações gástricas) é para contar como é a vida a bordo desde navio. Todo mundo que embarcou ontem, hoje está deitado em algum lugar tentando sobreviver ao balanço cruel desse ice breaker. Deixe-me explicar: o Arctic Sunrise foi construído para navegar em águas congeladas. Sabe como isso funciona? Seu casco é abaulado e bem raso, o que permite que ele suba no gelo e o quebre com seu peso. Seu balanço não é linear de um lado para o outro e muitas vezes sentimos nosso corpo rodar até na cama. Não sou marinheira de primeira viagem, estou louca para sair e ver o mar, mas só consegui olhar da escotilha (janelinha redonda) da minha cabine. Claro que esse não é um cruzeiro de férias, mas acho que todos estão meio tristes por nem poder ajudar na limpeza ou manutenção. De qualquer forma, ainda que esse seja um trecho difícil da viagem, estamos levando conosco nossa vontade de melhorar esse planeta, de contar para quantas pessoas for possível durante o nosso tour que ainda dá tempo de fazer algo. Portanto, Fortaleza nos aguarde, pois por mais que o Artic Sunrise esteja chacoalhando, estamos dormindo para recuperar nossas forças e na próxima parada estaremos com a bateria recarregada para receber todos vocês! Ps.: Esse post foi escrito durante um dia todo (pois ler e digitar enjoam muito aqui), na cama, com um saquinho ao lado, que - ainda bem - está aqui sem ter sido utilizado.