A tripulação do Arctic Sunrise é bem globalizada, mas cheia de brasucas, é claro. A partir de hoje, vamos subir aos poucos perfis das pessoas e o que cada um faz no navio, escritos por eles mesmos.

Texas Joe Constantine - Canadá - Radio operador

Foto: Greenpeace/Rodrigo Baleia

"É uma pena que um país tão rico tenha tamanha desigualdade social. O Brasil tem uma grande responsabilidade com o resto do mundo, que é garantir a preservação da Amazônia.

Minha primeira ação direta foi em 1994, com a campanha de florestas no Canadá. Na época, eu era voluntário. Em 2002, eu comecei a trabalhar como Segundo Oficial nos navios, depois me tornei Primeiro Oficial e, recentemente, me tornei Operador de Rádio. Eu gosto do Greenpeace porque aqui encontramos pessoas talentosas, de diferentes áreas de atuação, trabalhando juntas pela mesma causa. Para mim, o princípio da não-violência é muito importante e uma peça-chave desta organização."

Marcelo de Oliveira Araújo - Brasil - Voluntário – Engenheiro-assistente

Foto: Greenpeace/Rodrigo Baleia

"No Brasil, poucos ganham, mas muitos trabalham. Na Amazônia, observei que algumas pessoas só têm o mínimo para a sua sobrevivência, enquanto ao seu lado tem o madeireiro ganhando dinheiro. A exploração predatória envolve pessoas carentes, que muitas vezes não têm escolha. Mas, com certeza, elas trabalham para pessoas que sabem muito bem o que estão fazendo. Muitas delas gostariam de fazer outra coisa, mas não têm alternativas e precisam sobreviver. Percebi que todas as famílias têm muitas crianças e, se a gente não fizer nada, estes filhos vão continuar atuando da mesma forma. O governo não toma atitude, o descaso é explicito.

O que me motiva no Greenpeace é a liberdade de expressão e o fato da organização reunir pessoas de diferentes lugares do mundo que estão na mesma sintonia e trabalham pela mesma causa. Dá pra ver o resultado."

É isso aí! Daqui ha pouco tem mais.