Este foi o custo do apagão de energia de 2001 para o país, divulgado nesta quarta-feira pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Deste número total, o consumidor de eletricidade pagou 60%, ou 27 bilhões de reais, por meio de aumentos na conta de luz. Os outros 18 bilhões de reais foram pago pelo Tesouro Nacional.

O TCU chegou neste número a partir de atualização das contas de 2003 e comparou a despesa à construção de 6 usinas de Jirau (hidrelétricas de 3.145 MW cada) ou quase 19 mil MW. Para efeito de comparação, a hidrelétrica de Itaipu tem uma potência de 14 mil MW.

Além dos conhecidos prejuízos do racionamento de energia, como a redução de atividade econômica, a constatação trazida por este valor é a certeza de que a energia mais cara é aquela que não está disponível.

Mas esta constatação não justifica o motivo da opção por usar termelétricas fósseis quando o risco do apagão voltou, no ano passado. Já gastamos 2,3 bilhões de reais em 2008 e outros 1,2 bilhão de reais neste ano para manter estas térmicas funcionando e garantir que os reservatórios das hidrelétricas não esvaziassem. Estes custos tem se refletido, como sempre, no aumento das tarifas de energia.

Se tivéssemos investido em geração eólica ou cogeração a partir da biomassa antes, teríamos mantido o nível de água dos reservatórios e eliminado os riscos de apagão. Com isto, teríamos evitado tanto as toneladas de carbono emitidas por essas termelétricas, quanto o aumento das tarifas de eletricidade no último ano.