O mundo não está respondendo à altura ao desafio imposto pela crise dos oceanos. Enquanto mais de 10% da superfície do planeta está protegida por reservas, menos de 1% do ambiente marinho conta com essa proteção. Além de ser a melhor ferramenta para defender a biodiversidade dos oceanos e garantir a reposição dos estoques pesqueiros, as áreas marinhas protegidas garantem a conservação de oceanos limpos e saudáveis. É dessa forma que os mares podem também exercer a sua função de regulador do clima.

No sistema climático, o oceano cumpre o papel de regulador, redistribuindo o excesso de calor recebido pela região tropical para as regiões polares, onde há um déficit de energia. Com o aquecimento excessivo da atmosfera, essa circulação – que ocorre nas águas profundas e depende de interações com a atmosfera – é alterada, e o processo de redistribuição de energia  perde eficiência. Em outras palavras, o oceano é o ar-condicionado do planeta.

Parque Nacional marinho de Abrolhos - Área marinha protegida desde 1983
Parque Nacional marinho de Abrolhos - Área marinha protegida desde 1983 ©Greenpeace/Alcides Falanghe

A WWF lançou, no início do mês, um relatório que aponta que o investimento na criação de áreas marinhas protegidas pode reduzir os custos derivados dos impactos das mudanças climáticas.

Por meio de modelos computacionais que combinaram dados científicos com recomendações de mais de 60 biólogos marinhos, o Greenpeace estabeleceu a proposta de uma rede global de reservas marinhas que cubram 40% das águas profundas dos oceanos.

Agenda: Hoje e amanhã acontece, na cidade de Santos, o Meeting de Vida Marinha com o tema Desenvolvimento e Preservação dos Mares. Mais informações aqui.