Em Nova Iorque, a mensagem "O aquecimento global está aqui" foi escrita em uma área devastada após a passagem do furacão Sandy pela cidade. (©Greenpeace)

Nos dias que antecedem a COP18, a Conferência do Clima das Nações Unidas, a notícia do Banco Mundial de que o planeta pode ficar até 4°C mais quente até o final do século veio como um sério alerta de que atitudes precisam ser tomadas urgentemente durante as reuniões dos líderes mundiais se o objetivo é impedir uma série de consequências catastróficas derivadas do aumento da temperatura global.

Outra novidade alarmante foi o novo recorde de emissões de gases estufa divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). Em 2011, a liberação de CO2 atingiu 391 partes por milhão (ppm) quando o ideal deveria ser de 350 ppm para que o aumento de temperatura fosse no máximo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais.

Ondas de calor extremo, diminuição dos estoques mundiais de alimentos, a elevação do nível do mar e o comprometimento de 90% dos recifes de corais são algumas das alterações globais decorrentes do aumento da temperatura do planeta. E a situação ainda pode piorar. Segundo o Banco Mundial mantida a inércia atual seria alcançado o nível de 800 ppm de CO2 até a metade do século.

Parte da solução para este problema seria uma mudança no setor energético. A substituição das termelétricas abastecidas por carvão por energias mais limpas e renováveis, como a eólica e a solar, poderia ajudar a diminuir as emissões de gases estufa além de trazer outros benefícios como a geração de novos empregos verdes.