Junichi Sato e Toru Suzuki

Junichi Sato e Toru Suzuki estão de volta, depois de 9 meses afastados do escritório do Greenpeace no Japão. Indiciados por furto ao denunciar o esquema de contrabando de carne de baleia (vestido de "programa científico") financiado pelo governo japonês, os dois estiveram sob vigilância policial e só agora puderam voltar a frequentar o escritório - mas terão que fazer isso em horários diferentes, por exigência da Justiça japonesa, que ignora os verdadeiros criminosos da denúncia dos ativistas.

Eles foram recebidos com alegria pelos colegas e ficaram agradecidos com as fotos de protesto contra a prisão dos dois espalhadas pelas paredes, como conta Junichi no seu primeiro dia de rotina:

Ao chegar no escritório percebi que havia várias fotos pelas paredes, mostrando pessoas do mundo todo em ação por nós. Estas pessoas são como flores e nunca sairão de minha memória. Estou satisfeito por ter a chance de agradecer a todos que participaram destas atividades.

Agora, estar de volta não significa a vitória da campanha. Isto é certamente um grande passo para encerrar a caça de baleias "científica" no Japão, mas também serve para refletirmos sobre uma verdadeira sociedade civil onde cidadãos podem usufruir da "liberdade de expressão". Hoje é o dia em que recomeço a campanha no Japão com meus colegas, que permanecem firmes pela causa, e sinceramente, peço que o apoio de todos vocês continue, e os manterei atualizados. Ao mesmo tempo, no porto de Shimonozeki, mais um retorno. O návio-fábrica da frota baleeira japonesa, o Nishin Maru, voltava da temporada de caça às baleias com seu carregamento de "souvenires" da tripulação em caixas de papelão - iguais a caixa que Junichi e Toru interceptaram e apresentaram ao mundo contendo carne de baleia no ano passado.

O conteúdo das caixas e seu destino permanece um mistério

Vídeo: Nishin Maru chega ao porto de Shimonozeki