Mal havíamos acabado de tomar o café da manhã ontem e o Rainbow Warrior levantou âncora e recomeçou sua viagem. Em Recife e Salvador, o Greenpeace conseguiu mostrar a todos o enorme potencial das energias renováveis no Brasil e como elas podem ser aproveitadas para fazer com que o país cresça e se desenvolva, mas sem ter que deixar rastros de destruição.

Nossa próxima parada é o Rio de Janeiro onde devemos aportar na quarta-feira. Enquanto navegamos na imensidão azul, nos preparamos para os eventos dos próximos dias, entre eles, a Cúpula dos Povos e a Conferência Rio+20 na qual, mais uma vez, discutiremos desenvolvimento sustentável. A primeira vez em que este termo foi usado foi em 1987, na Comissão das Nações Unidas para Meio Ambiente e Desenvolvimento, para dizer e garantir que desenvolvimento e preservação ambiental são compatíveis e complementares.

De lá pra cá, 25 anos se passaram, e o tema ainda continua sendo uma das maiores preocupações mundiais e uma das equações mais complicadas para os países resolverem. Nesse meio tempo, ainda tivemos a ECO-92, da qual uma série de documentos foram aprovados e na qual muitos países se comprometeram com questões como mudanças climáticas e proteção da biodiversidade.

Dito tudo isso, fica clara qual a preocupação com a Rio+20. Quais serão os compromissos que os países vão assumir para que as próximas gerações tenham acesso aos mesmos recursos naturais que temos hoje? E será que estes serão cumpridos? A sociedade civil tem importância fundamental neste debate e, junto com o Greenpeace e outras organizações, deve cobrar respostas para essas perguntas.

Enquanto a Rio+20 não chega, vocês podem dar uma espiada em algumas cenas que o nosso fotógrafo Rodrigo Paiva, que está a bordo do Rainbow Warrior, fez do dia a dia do navio e ao final da nossa estadia em Salvador.

*Marina Yamaoka está a bordo do navio Rainbow Warrior