Ministros do Conselho do Ártico se reúnem em Tromsø, na Noruega, para aprovar plano de resposta em caso de vazamentos no Ártico (©Arctic Counsil/Lars Åke Andersen)

 

Na véspera da reunião dos ministros do Conselho do Ártico, o plano de resposta para vazamentos de petróleo no Ártico que deve ser aprovado em maio vazou. O documento revela medidas inadequadas e falta de penalidades efetivas depois de quase dois anos sendo desenvolvido.

O rascunho (leia na íntegra em inglês) obtido pelo Greenpeace é vago. Este pede que Canadá, Dinamarca, Groenlândia, Ilhas Faroë, Islândia, Noruega, Rússia, Suécia e Estados Unidos tomem medidas “adequadas” para lidar com um vazamento, mas sem especificar detalhes sobre como proceder. O documento também é omisso na discussão sobre a responsabilidade das empresas de petróleo e disposições eficazes em caso de acidentes que ultrapassem as fronteiras.

Ben Ayliffe, coordenador da campanha do Ártico, afirmou que “o rascunho não inspira confiança na capacidade do Conselho para proteger esta frágil região quando o pior acontecer. Trata-se de um documento vago que não consegue responsabilizar as empresas por seus erros.”

Fotos publicadas sobre a reunião do Conselho do Ártico mostram a presença de representantes da indústria do petróleo no grupo de trabalho que montou o documento e, inclusive, na última reunião na qual este foi finalizado. “É uma questão séria saber até que ponto as empresas influenciaram a elaboração deste acordo”, disse Ayliffe.

Este seria o primeiro acordo com capacidade de vincular juridicamente os países, o que traria mais segurança para a região do Ártico. No entanto, não indica nem quais são os equipamentos essenciais em caso de vazamento e os métodos que seriam utilizados para tampar poços e limpar animais sujos de óleo. A única informação é a de que as nações do Ártico devem garantir que tentarão tomar medidas adequadas dentro dos recursos possíveis para proteger o ecossistema.

O Conselho do Ártico não define capacidades técnicas mínimas que os países precisam ter em vigor antes de começarem a perfurar. Um dos mais importantes santuários do mundo, o Ártico é ameaçado pela indústria do petróleo, um vazamento de óleo na região teria efeitos devastadores para este sensível ecossistema.

O Greenpeace lançou uma campanha pela proteção do Ártico com uma petição que pede a criação de um santuário internacional no polo norte. Assine e divulgue você também em www.salveoartico.org.br

Assine a petição