O governo do Pará pediu hoje que o MPF suspendesse por 60 dias as recomendações, direcionadas a empresas e frigoríficos, para que parassem de comprar gado de fazendas com desmatamento ilegal. Apesar de o governo reconhecer o problema e se comprometer com o desmatamento zero, o Ministério Público não aceitou a proposta. De acordo com procurador, Daniel Azeredo, ainda falta o estado mostrar sua capacidade orçamentária e os prazos para realizar medidas como a regularização fundiária e o licenciamento ambiental. Os frigoríficos que quiserem se adequar às leis devem procurar o MPF e cumprir uma série de medidas, entre elas, garantir o controle de sua cadeia produtiva.

A reunião, que aconteceu na sede do MPF em Belém, também contou com a participação dos representantes do governo do Pará: Maurílio Monteiro, da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Aníbal Picanço, de Meio Ambiente, Cássio Pereira, de Agricultura, José Héder Benatti, do Instituto de Terras do Pará e Carlos Botelho, Consultor Geral do Estado. Os municípios estiveram representados por Luciano Guedes, da Associação dos Municípios do Araguaia-Tocantins.

Com a negativa do MPF, só resta ao governo agora rediscutir as propostas do MPF com os pecuaristas.

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