Perto de Kodiak, no Alasca, a plataforma Kulluk da Shell estava sendo rebocada, mas encalhou na costa, em janeiro. (©Tim Aubry/Greenpeace)

Mesmo quando é para tentar solucionar um problema, a Shell consegue se envolver em trapalhadas. Dois rebocadores realizavam manobras perto da Kulluk, a plataforma que encalhou em janeiro no Alaska, quando colidiram.

Na sexta-feira, o Corbin Foss, um dos rebocadores, atingiu o Ocean Wave durante manobra realizada na Baía de Kiliuda, onde o Kulluk está ancorado enquanto espera autorização da Guarda Costeira para deixar o local. Esse é apenas mais um dos episódios e incidentes envolvendo a Shell e seu plano de perfuração de petróleo no Ártico.

Parece que a petrolífera ainda vai se deparar com outros contratempos em suas tentativas de explorar óleo no mar Ártico. Ela já teve que lidar com navios-sonda encalhados, motores que pegaram fogo e equipamentos fundamentais que apresentaram falhas de segurança e, agora, tenta sem muito sucesso resgatar a plataforma Kulluk. Precisamos de mais provas da incapacidade da Shell de garantir a segurança de suas atividades no frágil ecossistema Ártico?

Os rebocadores retornaram para o porto de Kodiak, onde foram recebidos por inspetores da segurança da guarda-marinha norte-americana. O motivo da colisão ainda não esclarecido, mas o clima não é considerado como um possível fator responsável pelo acidente. 

A Kulluk encalhou devido a uma tempestade, mas conseguiu desencalhar e espera que a  Guarda Costeira termine de revisar o plano de reboque da Shell. A embarcação está sendo avaliada para saber se tem condições deser rebocada para o porto de Dutch. A Shell planeja transportá-la para a Ásia para reparos e inspeções mais amplos.

Precisamos proteger o Ártico dos planos de empresas gananciosas como a Shell. Assine e compartilhe a petição que pede a criação de um santuário internacional no Polo Norte.

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