Área desmatada ao longo da BR-163, no Pará (© Greenpeace/Karla Gachet)

 

O Boletim do Desmatamento do Imazon lançado hoje, dia 19, mostrou uma tendência de aumento do desmatamento na Amazônia. O SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento) detectou 152 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal em julho de 2013, um crescimento de 9% em relação a julho de 2012.

O desmatamento acumulado no período de agosto de 2012 a julho de 2013 foi de 2.007 quilômetros quadrados, um acréscimo de 92% em relação ao período anterior (agosto de 2011 a julho de 2012).

A presença de nuvens muitas vezes atrapalha a precisão dos satélites, mas nesse último levantamento foi possível monitorar 92% da área florestal da região. Os estados que mais desmataram foram o Pará (38%), o Amazonas (28%) o Mato Grosso (24%) e Rondônia (9%).

O SAD também constatou que 24% do desmatamento detectado ocorreu em Unidades de Conservação, o que mostra a pressão externa que essas áreas costumam sofrer e a ineficiência do governo em protegê-las.

As florestas degradadas (aquelas intensamente exploradas pela atividade madeireira) na Amazônia Legal somaram 93 quilômetros quadrados em julho de 2013, um aumento de 237% em relação a julho de 2012.

Em termos de emissões de gases do efeito estufa, os números de julho de 2013 significam um total de 3 milhões de toneladas de CO² equivalente lançadas na atmosfera.

Desde janeiro, o Ibama divulga mensalmente os alertas oficiais do desmatamento, detectados pelo Deter. Nesse mês, no entanto, depois que o último Deter (divulgado em julho) mostrou um aumento significativo do desmatamento, o governo ainda não liberou os novos dados – talvez esteja querendo esconder os indícios de que, depois de um período de otimismo, o desmatamento mostra sinais alarmantes de que voltou a crescer e pode estar fora de controle novamente.