Como dizem, sou uma menina de 70 anos, perdi meus pais cedo, me separei e criei minha filha trabalhando muito. Tive e tenho aquela rotina agitada de mulher que precisa se virar para fazer tudo: sou dona de casa, doutora em matemática, mãe, avó e cidadã!

Profissionalmente atuei como analista de sistemas e professora tanto do ensino médio como da graduação. Sou do tempo que computador era chamado de cérebro eletrônico.

Quando pequena minha avó me motivava a cuidar das flores, ela tinha avencas e muitas outras. Deixei isso de lado durante um bom tempo, por morar em apartamento, mas assim que me mudei para uma casa resgatei o cultivo. Comecei com as plantas como samambaias, me interessei também por passarinhos (livres), preparei a torre de minhoca e surgiu aquele gosto pelo mato.

Uma coisa leva a outra, e nessa onda verde surgiram os grupos de caminhada, as trilhas por lugares incríveis e com companhias esclarecidas. Foram essas companhias que ampliaram meu interesse pela natureza e me deram uma luzinha para conhecer o Greenpeace.

Nos anos 90, tive a oportunidade de visitar o navio do Greenpeace no Rio, desde então, sempre acompanho as informações sobre o trabalho dos ativistas. E o trabalho que eles fazem, não é qualquer um que pode fazer. Ver a moça presa na Rússia, o luta pra defender as baleias no Japão, tudo o que fazem para proteger a Amazônia e saber que eu faço parte de tudo isso é emocionante.

Busco separar o lixo e incentivar as pessoas a fazerem igual. Quando mandava e-mail para meus alunos sempre deixava uma frase, como: “Peixe também morre afogado, não jogue lixo no mar”.

Me lembro de uma situação, quando minha neta tinha 7 anos, e fui com ela pra Friburgo procurar o Véu da Noiva, uma cachoeira que tínhamos ouvido falar que era linda e dava pra ver da estrada. Quando descobrimos que não existia mais ela começou a chorar muito. Contribuir com o trabalho do Greenpeace é uma forma de ajudar a construir um legado para minha filha, meus netos, para todo mundo.

Sem água não temos essas belezas naturais, não vivemos. É necessário respeitar as águas, os animais, as árvores, a vida!

Teresa Baldas, carioca, 69 anos, apaixonada pela natureza e doadora do Greenpeace desde 1994.

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