Ciclistas trocam carro por bicicleta (©Steve Morgan/Greenpeace)

 

Com o intuito de incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte nas cidades, e desmistificar as principais preocupações da população acerca do tema, o Bike Anjo, em parceria com outras organizações promove, pelo segundo ano consecutivo, o Dia de Bike ao Trabalho. Anote na agenda: dia 09 de Maio de 2014.

A iniciativa procura mostrar, na prática, todos os benefícios que o uso da bicicleta pode trazer em termos de qualidade de vida, meio ambiente e até para a produtividade profissional. Afinal, pedalar até o trabalho é saudável, evita congestionamento e não emite nenhum gás de efeito estufa.

Para os interessados, o site do Dia De Bike ao Trabalho (http://debikeaotrabalho.org/) possui dicas preciosas: como preparar a bicicleta, a melhor rota a ser feita, as roupas mais confortáveis, o que fazer nos dias de chuva, como se comunicar no trânsito e onde encontrar ciclistas experientes que podem te dar uma mãozinha neste e em outros dias de pedaladas. É fácil, simples e não custa nada.  

O Greenpeace apoia a iniciativa e para mostrar que é possível, separamos o depoimento de três colegas que aceitaram o desafio e garantem que a escolha traz ótimos resultados.  

Quebrando os tabus sobre mulheres de bicicletas, Gabriela Vuolo trocou o carro pela magrela há cerca de um ano, quando percebeu que levava muito tempo para percorrer pequenas distâncias. Segundo a campaigner do Greenpeace Brasil, a bicicleta também fez bem para o seu humor e para o bolso. “Percebi que eu não gostava da transformação que acontecia comigo quando eu pegava o carro (link com o vídeo https://www.youtube.com/watch?v=RMZ3bsrtJZ0)– eu reclamava das pessoas que buzinavam, falavam mal, entravam em guerra com os outros carros; mas no instante em que meu carro parava no congestionamento, eu me via fazendo essas mesmas coisas. E pra completar, resolvi colocar tudo na ponta do lápis. A quantidade de dinheiro gasto pra manter um carro em São Paulo, especialmente se você só percorre distâncias curtas, é absurda e não compensa.”

Hoje, ela usa a bicicleta para o trabalho, e para outros lugares também, quase todos os dias, e se diverte muito mais do que antes. “Passei a perceber a cidade e as distâncias de outro jeito e interagir mais com as pessoas pelo caminho – eu sorrio pra elas, elas sorriem de volta. Também é verdade que tem dias que dá uma preguiça de manhã. E tudo bem – a bicicleta não precisa ser uma escravidão, há outros meios de transporte possíveis. Mas o fato é que com o passar do tempo, eu notei que sinto falta quando fico muitos dias longe da bike, por tudo de bom que ela me traz”.

O mesmo aconteceu com Matheus Dutra, de Porto Alegre, Analista de Sistemas e Arquiteto de Software e voluntário do Greenpeace Brasil. O gaúcho de 30 anos usa a bicicleta como meio de transporte há anos e recomenda: “optei pela bicicleta como meio de transporte em função da praticidade, velocidade e agilidade de locomoção que ela oferece, além da enorme economia financeira. Isso sem contar o condicionamento físico que ganhei dados os 24 quilômetros que percorro só no trajeto casa-trabalho. Com a bicicleta, tenho mais vitalidade para enfrentar o dia-a-dia”.

Apesar de confessar as dificuldades enfrentadas para conquistar seu espaço no trajeto de dez quilômetros por grandes avenidas de Osasco até São Paulo, Thiago Rocha, 22 anos e analista de Marketing do Greenpeace Brasil, não troca a bicicleta pelo transporte público ou pelo veículo individual, e dá dicas para quem está começando: “Para quem está iniciando, recomendo fazer um reconhecimento pelo trajeto antes de iniciar a pedalada, a fim de traçar o melhor percurso com menos riscos”.

O resultado de todos esses cuidados é inspirador: “O prazer de pedalar, poder observar a cidade de outra perspectiva e praticar um esporte, e tudo isso apenas no caminho do trabalho ou voltando pra casa é realmente incrível. Cada vez mais vejo novos ciclistas no trajeto que faço diariamente e isso mostra que as pessoas estão mudando e se conscientizando, a rua é um espaço de todos e se aprendermos a dividir esse espaço, veremos mais bicicletas nas ruas, menos carros e consequentemente um transito mais agradável”, completa Thiago.

O Greenpeace trabalha pelo desenvolvimento da mobilidade urbana nas cidades brasileiras. Não só carro na rua, mas transporte público barato e de qualidade e respeito com os transportes alternativos é uma de nossas principais metas.

E você, está esperando o que para começar a pedalar no Dia de Bike ao Trabalho!? Inscreva-se já (http://debikeaotrabalho.org/comoaderir/)!

*Heloísa Mota faz parte da equipe de mobilização do Greenpeace Brasil