Marcelo Furtado, diretor geral do Greenpeace no Brasil, comemorou a decisão dos supermercados de suspender a compra de carne de gado criado em áreas desmatadas na Amazônia. "É um passo na direção certa. Mas ainda há muito para fazer. Essas empresas precisam pressionar com seu poder econômico os frigoríficos e estes por sua vez os fazendeiros para garantir a rastreabilidade da carne que chega à mesa dos brasileiros. A medida é boa notícia para os consumidores e, de certo modo, eles também tem parte do mérito na atitude tomada pelos supermercados. Ela é uma clara indicação de que seus clientes comecam a se preocupar com a origem do que compram e não querem carne de gado que pastou em área desmatada da Amazônia. Querem ter certeza de que o criador seguiu toda a legislação ambiental', disse ele.