O diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naido, participa da ação na plataforma Leiv Eiriksson, da Cairn Energy. A ação ocorreu um mês antes do protesto no escritório da empresa, em 2011. (© Jiri Rezac / Greenpeace)

 

O Greenpeace conseguiu uma importante conquista sobre a petroleira Cairn Energy, em uma das duas Supremas Cortes da Escócia nesta quarta, 27 de março. O tribunal rejeitou o pedido de injunção permanente movido pela Cairn. Caso aprovado, o Greenpeace estaria proibido de realizar ações futuras nos escritórios da empresa e qualquer ação que interrompesse ou interferisse em suas operações.

A tentativa de censura por parte da petroleira veio após os protestos realizados pelo Greenpeace em 2011. Na época, ela tentava explorar petróleo na costa da Groelândia e se recusava a divulgar publicamente sua política de resposta a vazamentos.

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O protesto que gerou a ação legal foi no escritório da empresa em Edimburgo e teve poucas horas de duração antes da intervenção da polícia, que retirou os ativistas do local. Pouco depois disso a Cairn entrou com processo contra o Greenpeace Internacional, que não teve envolvimento no protesto feito pelo Reino Unido.

“Felizmente a corte concordou conosco e a tentativa da Cairn de sufocar os protestos contra suas operações nos parecem tão mal pensadas quanto seu programa de exploração do Ártico”, avaliou Ben Ayliffe, da Campanha do Ártico do Greenpeace Internacional. E completa, “sem essa exposição pública e a possibilidade de jogar os holofotes sobre a arriscada operação no Ártico, empresas como a Cairn poderiam operar impunemente, mesmo que estejam totalmente despreparada para os desafios de trabalhar em um dos mais remotos e extremos ambientes”.

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