As emissões de três usinas elétricas da China superam as emissões totais do Reino Unido. Parece absurdo? Os dados são do relatório lançado hoje pelo Greenpeace China, sobre a matriz energética do país que ocupa a primeira posição no ranking dos países que mais emitem CO2.

Não bastasse isso, mais de dois terços da energia gerada na China é proveniente de usinas movidas a carvão. Somadas, as dez maiores geradoras de energia queimaram no ano passado 600 milhões de toneladas de carvão, emitindo 1,44 bilhão de toneladas de dióxido de carbono.

Voluntários do Greenpeace China estendem faixa em frente à uma usina de carvão.
Voluntários do Greenpeace China estendem faixa em frente à uma usina de carvão. ©Greenpeace/John Novis

Com esse tipo de geração, todo esforço realizado no país para a redução de emissões de gases do efeito estufa fica comprometido, e, apesar de possuir uma taxa de emissão por habitante mais baixa do que muitos países desenvolvidos, o país já superou os Estados Unidos como maior produtor de gases nocivos para o ambiente.

Na China a energia renovável não atinge 10% do total do consumo. O Greenpeace apresentou também sugestões para limpar a matriz energética chinesa, como a adoção de um imposto ambiental sobre o carvão e metas mais rígidas quanto à eficiência energética e uso de recursos renováveis. O relatório Revolução Energética, lançado pelo Greenpeace Brasil, mostra a viabilidade de se ter uma matriz limpa baseada em fontes renováveis – ventos, sol e biomassa – sem comprometer o crescimento econômico do país e contribuir com o aumento do efeito estufa.