©Jiang He/Greenpeace

Após dez dias de pesquisa na cidade de Dalian, costa nordeste da China, o Greenpeace calcula que a quantidade de óleo derramado após a explosão de dois oleodutos em 16 de julho pode ser 60 vezes maior do que o anunciado pelo governo do país. Esses números colocam o vazamento entre os piores da história. 

“Apesar da estimativa do governo de que 1500 toneladas foram derramadas após o acidente, o óleo continuou a vazar por seis dias até que as válvulas estivessem totalmente fechadas.” disse Ailun Yang, coordenador da campanha de clima do Greenpeace China. 

“De acordo com nossos cálculos, cerca de 60 mil toneladas de óleo foram retiradas do mar Amarelo no Golfo de Bohai, na região de Dalian. Esse nível de eficácia é surpreendente – um milagre gerado a partir das mãos de 20 mil pescadores, que recolheram o óleo do mar com baldes.” diz Richard Steiner, especialista em conservação marinha e vazamento de óleo da Universidade do Alasca convidado pelo Greenpeace para avaliar os danos do acidente.

Mas o trabalho continua. Não é possível retirar todo o óleo do mar, e o que fica causa danos incalculáveis para a pesca e para a vida marinha. "É fundamental ter uma avaliação precisa e realista da dimensão do vazamento para a limpeza e os trabalhos de recuperação ambiental." pontua Steiner. 

A China enfrenta sérios problemas para prevenir novos derramamentos. O governo precisa avaliar o risco de acidentes da atual infra-estrutura de petróleo do país, melhorar seu plano de contingência de vazamento e, mais importante, reduzir a sua dependência dos combustíveis fósseis, pois esses são riscos naturais da exploração do petróleo.

Confira as fotos do trabalho de limpeza: