Ativistas do Greenpeace penduram banner em Milão pedindo que a Dolce&Gabbana limpe sua cadeia de produção de substâncias tóxicas (©Lorenzo Moscia/Greenpeace)

 

A abertura da Semana de Moda de Milão, na semana passada, foi um evento especial. Enquanto as grandes marcas fashion se preparavam para mostrar ao mundo suas novas coleções, o Greenpeace expos a verdade tóxica que se esconde atrás de todo o luxo: roupas que são produzidas com substâncias perigosas. Depois de constranger a Versace, foi a vez da italiana Dolce&Gabbana ser colocada na berlinda.

Ponto alto da agenda fashion, a Semana de Moda foi o momento escolhido para revelar uma verdade desagradável. Enquanto modelos e designers estavam preocupados com os desfiles, voluntários do Greenpeace penduraram um banner com os dizeres “Verdades tóxicas, uma cortesia da Dolce&Gabbana”.

O Greenpeace tem questionado a D&G sobre sua cadeia de fornecimento e sobre os químicos perigosos que são usados em suas roupas desde 2012, quando a marca foi convidada a participar do ‘Duelo da Moda’. Desde então, nenhuma resposta. Já passou da hora para que outras marcas que lançam tendências, como Versace e Louis Vuitton, tomem a mesma atitude que a Burberry e a Valentino que já se comprometeram em se desintoxicar.

Os protestos não aconteceram apenas em Milão. Ativistas em Hong Kong, Berlim e Munique se juntaram para garantir que a mensagem à D&G fosse alta e clara: o planeta não precisa pagar o preço pela moda bonita e ninguém precisa aturar a poluição tóxica que essas marcas estão provocando. Chegou o momento da D&G seguir os passos de outras grandes marcas e fazer moda da qual realmente possa se orgulhar.