600 manifestantes do Greenpeace fecham os postos da Esso em Luxemburgo

Notícia - 24 - out - 2002
País é considerado central de distribuição de petróleo em toda a Europa

Mais de 600 voluntários de todo o mundo fecharam, hoje pela manhã, os postos da Esso em Luxemburgo, na região central da Europa, em um protesto do Greenpeace contra a contínua política de sabotagem da empresa aos esforços internacionais para proteger o clima do planeta.

Voluntários de 31 países estavam presentes em cada uma das 28 estações de petróleo da Esso em Luxemburgo - incluindo a maior estação do mundo, na fronteira da Alemanha com Luxemburgo. Os manifestantes, vestidos com roupas de tigres e com máscaras de George Bush, bloquearam o acesso de veículos às bombas de combustível, algemaram-se aos equipamentos e entregaram informações aos motoristas. Em cada um dos postos foi colocada uma faixa com os dizeres "Esso: Inimigo nº 1 do Clima".

O protesto em Luxemburgo aconteceu ao mesmo tempo em que 178 países se reúnem na Índia para mais uma rodada de discussões sobre o Protocolo de Kyoto - o único acordo internacional sobre proteção do clima da Terra. Os EUA são responsáveis por 25% das emissões de gases do efeito estufa, mas, com o apoio da Esso, não participarão das conversas sobre o Protocolo.

"Nos últimos dez anos, a Esso foi responsável pela manipulação descarada e contínua dos Estados Unidos e da política internacional de mudanças climáticas na sua cruzada para diminuir os esforços internacionais para lidar com as mudanças climáticas. Esta empresa teve uma influência enorme na decisão do Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de se retirar do Protocolo de Kyoto," disse Stephanie Tunmore, coordenadora da campanha de clima do Greenpeace. "Se temos alguma esperança de salvar o clima, precisamos parar a Esso."

O protesto em Luxemburgo aconteceu ao mesmo tempo em que 178 países se reúnem na Índia para mais uma rodada de discussões sobre o Protocolo de Kyoto - o único acordo internacional sobre proteção do clima da Terra. Os EUA são responsáveis por 25% das emissões de gases do efeito estufa, mas, com o apoio da Esso, não participarão das conversas sobre o Protocolo.

"Nos últimos dez anos, a Esso foi responsável pela manipulação descarada e contínua dos Estados Unidos e da política internacional de mudanças climáticas na sua cruzada para diminuir os esforços internacionais para lidar com as mudanças climáticas. Esta empresa teve uma influência enorme na decisão do Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de se retirar do Protocolo de Kyoto," disse Stephanie Tunmore, coordenadora da campanha de clima do Greenpeace. "Se temos alguma esperança de salvar o clima, precisamos parar a Esso."

A Esso - conhecida internacionalmente como ExxonMobil e Mobil - rejeita a idéia de que a queima de petróleo, carvão e gás contribua para as mudanças climáticas, contrariando a opinião dos melhores órgãos científicos de mundo e as evidências de severos impactos das mudanças climáticas, como tempestades, enchentes, o derretimentos de geleiras e a destruição de recifes de corais.

"As atividades da Esso alimentam as mudanças climáticas e a empresa tem feito tudo que está a seu alcance para que o status quo não seja modificado. A Esso tentou acabar com o debate sobre clima através do uso de conhecimentos científicos deturpados e enormes contribuições políticas, e se recusa a gastar qualquer centavo de seus bilhões em energias limpas e renováveis", disse Tunmore. "O protesto realizado aqui em Luxemburgo está demonstrando o grau de indignação pública com as ações egoístas da companhia para boicotar as medidas de proteção ao clima", ela completou.

Luxemburgo é conhecido como a central de distribuição de petróleo da Europa devido ao baixo custo de seu combustível. Motoristas de muitos países viajam longas distâncias para abastecer seus veículos nos postos de Luxemburgo. Os participantes do protesto vieram dos seguintes países: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, EUA, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Líbano, Luxemburgo, Nova Zelândia, Noruega, México, Portugal, Quênia, Reino Unido, República Checa, Rússia, Suécia e Suíça.

Veja mais:

www.stopesso.org

Tópicos