A pedra digital de uma economia sustentável

Notícia - 14 - jun - 2012
A bordo do Rainbow Warrior, governo do Rio anuncia pretensão de criar um polo verde de empresas de TI, alimentado por energias limpas

Em evento a bordo do Rainbow Warrior, aportado no Rio, grupo discute criação de um polo verde de empresas de TI. (©Greenpeace/Rodrigo Paiva)

A bordo do navio Rainbow Warrior, Greenpeace e o governo do Estado do Rio, junto com representantes de empresas de tecnologia, assentaram hoje a “pedra digital” para a criação de um polo de empresas de TI alimentado por energias renováveis.

O evento “Polo Verde de TI do Rio de Janeiro” teve a participação de Sérgio Leitão, diretor de campanhas do Greenpeace, Suzana Kahn, subsecretária de Economia Verde, Félix Ximenes, do Google, Pedro Casotti, da Rio Negócios, e André Alcântara, da Embratel.

A partir da reunião de hoje, um grupo de trabalho será criado para determinar o interesse de empresas de TI em se estabelecer no Rio e a infraestrutura necessária para o desenvolvimento do novo polo de tecnologia, incluindo datacenters mais “verdes”.

“O Brasil é a terra do pré-sol e do pré-vento”, disse Sérgio Leitão. “Aproveitando o potencial do país para a geração de energias renováveis, o Greenpeace quer mostrar às empresas de tecnologia que elas podem abandonar a energia do carvão e crescer com sustentabilidade.”

De acordo com Suzana Kahn, a proposta do Greenpeace tem tudo a ver com uma nova economia que o Estado do Rio quer desenvolver, que oferece menos pressão sobre os recursos naturais, mas ao mesmo tempo gera empregos altamente qualificados.

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“Quando o Greenpeace expôs a questão dos datacenters, percebemos a oportunidade de criar uma infraestrutura para atrair empresas de tecnologia ao Rio”, disse Suzana. “Neste sentido, o conceito de polo de empresas de TI é altamente sustentável porque o uso da infraestrutura e dos recursos naturais é compartilhado por diversas empresas.”

Sexta economia do mundo, o Brasil já é um atrativo a empresas do setor de tecnologia, porém sua vinda ao país é dificultada por alguns gargalos como ampliação da conectividade e da oferta de matrizes energéticas alternativas, como a solar, eólica e biomassa.

“Nos Estados Unidos, o Google conseguiu implementar algumas medidas para tornar mais verdes seus datacenters, como comprar energia renovável de pequenos produtores locais. No Brasil, ainda falta este tipo de oferta e a conectividade é insuficiente”, disse Félix Ximenes, do Google. “Queremos participar dessas discussões com o governo do Estado e o Greenpeace para compartilhar nossa experiência e mostrar o que é necessário.”

Neste mês, o Greenpeace lançou o relatório Horizonte Renovável, em que mostra as iniciativas de energias renováveis que já foram implementadas no Brasil, além do imenso potencial do país em gerar energia a partir de fontes renováveis como a solar, eólica e biomassa. O documento mostra que, com investimentos e vontade política, estas matrizes limpas têm todas as condições de atender à demanda energética atual e futura de um país em pleno crescimento.