Após prisão, ativistas voltam para casa

11 comentários
Notícia - 31 - ago - 2011
A manifestação terminou com uma cena cinematográfica. Uma tropa de choque isolou a área do edifício da OGX, no centro do Rio, e arrastou os manifestantes à força.

Tropa de choque da PM retira manifestante do Greenpeace à força de petroleira

Os 18 ativistas do Greenpeace, presos nesta quarta-feira, 31, após protesto pacífico na sede da petroleira OGX, do bilionário Eike Batista, já foram liberados pela polícia.

Os ativistas permaneceram duas horas na delegacia e poderão ser acusados por invasão de domicilio. Por sua vez, o Greenpeace denunciará a OGX por agressão contra os manifestantes, após truculenta reação da equipe de segurança da empresa.

Sem que nenhum executivo da OGX recebesse os ativistas, a manifestação terminou com uma cena cinematográfica. Uma tropa de choque isolou a área do edifício, no centro do Rio, e arrastou os manifestantes à força. Na confusão, até a imprensa foi levada para a delegacia.

Sem um posicionamento claro ao pedido do Greenpeace, a OGX reagiu com violência durante as mais de nove horas de protesto. Bloqueou os ativistas no saguão do edifício e cobriu a área com uma lona preta para evitar que jornalistas registrassem as imagens. A empresa também proibiu a entrada de comida e água. No fim do dia, as luzes foram desligadas e os ativistas ficaram no escuro.

Sob pressão, a OGX produziu às pressas uma nota que foi divulgada no início da tarde. Nela, a empresa respondia de forma muito vaga a carta do Greenpeace, enviada em 26 de julho passado, em que explicava a necessidade de uma moratória da exploração de petróleo e gás em Abrolhos. No comunicado, a petroleira de Eike Batista alega “respeitar a legislação ambiental vigente”. O mínimo que se esperava.

Por outro lado, a OGX afirma que seus blocos, distantes 150 km do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, não oferecem riscos ao Parque, o que demonstra completo desconhecimento dos estudos científicos sobre a biodiversidade da região.

Sem o apoio de Eike Batista à preservação de Abrolhos, o Greenpeace seguirá adiante sua campanha até que todas as empresas decidam aderir à proposta de moratória de exploração de petróleo em Abrolhos.

Nesta cruzada, sua ajuda é muito importante. Assine a petição e mostre que você também quer decidir sobre o futuro deste patrimônio natural do Brasil: www.deixeasbaleiasnamorarem.com.br.

Tópicos
11 Comentários Adicionar comentário

Valdeci says:

O Greenpeace é acusado de invasão de propriedade nas empresas do Sr Eike Batista. Quem vai acusar este empresário e suas nefastas empre...

Enviado 1 - set - 2011 às 13:31 Denunciar abuso Reply

Read more Read less

11 - 11 de 11 resultados.

Postar um comentário 

Para postar um comentário, você precisa estar logado.