Assentamentos no papel, madeira no chão

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Notícia - 1 - abr - 2012
Greenpeace denuncia o corte não-autorizado na Amazônia dentro de assentamento do Incra, mesmo depois de o problema ter sido exposto cinco anos atrás

Mapa do local onde Greenpeace denunciou a atuação de madeireiros - ponto 1239 do mapa. (©Greenpeace)

 

O Greenpeace encontrou uma madeireira operando a todo vapor dentro de um assentamento do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), no município de Santarém (PA), sem autorização do governo, nem consentimento dos assentados. Foram fotografados pátios de madeira, toras cortadas, desmatamento recente e uma serraria. 

Viajando por estradas enlameadas, ativistas foram ontem até o local, a cerca de 140 quilômetros da cidade de Santarém, no meio da floresta, para documentar o corte das árvores e fotografar as toras. Aproveitaram para deixar uma faixa com a palavra “crime” como recado para os madeireiros. Foi uma operação arriscada: a região está sob tensão desde que carros do Ibama e o ICMbio foram emboscados por madeireiros na rodovia Cuiabá-Santarém, na quarta-feira (28).

Amanhã (2) o Greenpeace encaminha ao governo um relatório com fotos e mapas da área documentada, pedindo  a investigação do caso. A extração predatória e, segundo assentados, ilegal, acontece dentro do projeto de Assentamento Corta Corda, na região do Rio Curuá-Una. Em quatro dias de investigação noturna na região, o Greenpeace também identificou um tráfego intenso de caminhões carregados de toras.

Os assentados já denunciaram diversas vezes ao Incra a ação ilegal de madeireiros no Corta-Corta. Mas, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém, a solução proposta pelo Incra, em vez de fiscalização, foi tentar destinar quase toda a área coberta com florestas do assentamento – rica de madeiras de lei – para grileiros que exploram madeira na região. Pelo projeto, o Corta Corda seria reduzido de 52 mil para 11 mil hectares. A área continua em disputa.

Veja outras imagens:

Há cinco anos, o Greenpeace expôs a extração ilegal de madeira dentro de assentamentos no Pará no relatório “Assentamentos de papel, madeira de lei”. Porém, até hoje o problema permanece. “É um absurdo que as motosserras ainda operem sem controle na Amazônia. O Ibama deveria fiscalizar e punir, mas está desaparelhado para cumprir sua missão”, diz Paulo Adario, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace.

“A falta de governança na região é tão gritante que beira o inacreditável”, diz Adario. “Porém essa é a realidade do Brasil: as madeireiras desmontam e vendem a floresta amazônica aos pedaços, enquanto o governo Dilma brinca de faz-de-conta que fiscaliza. E celebra a queda do desmatamento enquanto fecha acordos no Congresso para mudar o Código Florestal.” O código, que deve ser votado em abril, vai anistiar crimes ambientais e provocar mais desmatamento. “Os brasileiros precisam reagir, antes que a maior floresta tropical do mundo seja destruída.”

Há uma semana, o Greenpeace lançou uma campanha por um projeto de lei de iniciativa popular pelo desmatamento zero, a bordo do navio Rainbow Warrior, que fica no Brasil até julho. Os brasileiros estão convidados a assinarem o projeto e mandarem um recado claro para a presidente Dilma: as florestas do país precisam ser preservadas. Para participar, basta entrar no site www.ligadasflorestas.org.br

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vnmare says:

Pessoal, é roubo de terra, entende?

Entre 1990 e 2008, As reservas naturais fazem parte da composição do PIB do Brasil.

Na contramão, segundo o relatório, o PIB do Brasil caiu 25% devido ao avanço no desmatamento das florestas e ao aumento das atividades agropecuárias.

No período analisado, por exemplo, a Amazônia perdeu 331.290 km² de cobertura vegetal devido ao desmatamento ilegal – uma área equivalente a mais de sete vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro.

Semelhanças entre o PT e a Frente Sandinista de Libertação Nacional FSLN de Daniel Ortega.
Brasil x Nicarágua.

0- Estudos revelam que todos migrantes quando chegam à “Canaã” trocam de religião
1- Muitos membros, artistas, intelectuais deixam o partido.
2- Colocação dos dois partidos como de centro-esquerda.
3- Evangélicos x Católicos, ou melhor, os contrarrevolucionários apoiados pelos Estados Unidos x Sandinistas. Evangélicos chegam a 50% da população do brasil até 2020.
4- Neoliberais nicaraguenses e brasileiros
5- alianças políticas.
6- em questão o aborto
7- uma esquerda próspera e sem graça.
8 - e por ai vai.

Enviado 23 - jun - 2012 às 1:56 Denunciar abuso Reply

Dimello says:

As madereiras apostam na desorganização e ineficiência da fiscalização por parte do poder público, isso é uma verda...

Enviado 11 - abr - 2012 às 0:05 Denunciar abuso Reply

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