Até a próxima, Rainbow Warrior

Notícia - 2 - jul - 2012
Santos encerra a primeira expedição do navio Rainbow Warrior no Brasil

O navio Rainbow Warrior navega na Baía de Guanabara. (©Greenpeace/Rodrigo Paiva/RPCI)

 

Foi com chave de ouro que a visitação do público ao Rainbow Warrior na cidade de Santos (SP) encerrou a expedição do mais novo navio do Greenpeace no Brasil. Cerca de 3.500 pessoas tiveram a oportunidade de conhecer a embarcação, atracado no maior porto da América Latina.

Durante a visita, o público teve a oportunidade de participar das campanhas do Greenpeace em proteção ao meio ambiente, como a do Desmatamento Zero. Nos mais de três meses de expedição do Rainbow Warrior pelo Brasil, cerca de 20 mil pessoas assinaram a petição presencialmente. Somando-se às assinaturas online, mais de 370 mil brasileiros pedem uma nova lei para proteger as florestas.

Outro destaque do evento foram as energias renováveis. Grande estrela da Cúpula dos Povos, no Rio, o fogão solar também fez sucesso entre as famílias que visitaram o navio em Santos.

De norte a sul do Brasil

Nesta segunda-feira, 2 de julho, a tripulação do Rainbow Warrior se despediu do Brasil com destino à Argentina. Em comemoração aos 20 anos do Greenpeace no Brasil, o navio passou por Manaus, Santarém, Macapá, Belém, São Luís, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Santos. Veja abaixo uma breve retrospectiva das principais paradas:

  • Manaus

Em Manaus, foi lançada a campanha pela lei do Desmatamento Zero. O Rainbow Warrior ajudou a alcançar e mobilizar várias comunidades que vivem da riqueza da floresta, que se juntaram pela campanha.

  • Santarém

Além da divulgação da campanha do Desmatamento Zero, o Guerreiro do Arco-Íris ajudou o Greenpeace a denunciar as agressões à floresta Amazônica. Em Santarém foi feita a denúncia de uma madeireira ilegal operando em um assentamento do Incra. O navio também recebeu um debate entre organizações e lideranças comunitárias sobre a estrada BR-163 e seus efeitos no desmatamento da floresta.

  • Porto de Moz

O Rainbow Warrior foi o ponto de encontro de uma assembléia flutuante com representantes de comunidades extrativistas da região. A flotilha foi crucial para continuar a mobilização pela regularização fundiária da Reserva Extrativista Verde para Sempre.

  • Gurupá

Outra denúncia feita com a ajuda do navio foi a entrega de uma amostra de madeira coletada em uma área quilombola em Gurupá à Procuradoria Federal em Belém. O acontecimento foi o ponto de partida de um debate sobre o atual papel da exploração madeireira no desmatamento e na degradação ambiental. O evento envolveu o Ministério Público Federal, madeireiros e instituições não-governamentais.

  • Macapá

Já em Macapá, capital do Estado que tem 95% da sua área de florestas preservada, o governador Carlos Camilo Capiberibe fez questão de declarar seu apoio ao Desmatamento Zero. Próximo à cidade, o navio chegou à comunidade de Bailique para registrar o exemplo da Amazônia que dá certo.

  • Belém

Na capital paraense, a petição ganhou apoio estratégico das instituições públicas regionais. Já o público que visitou o Rainbow Warrior também fez bonito e apoiou em peso a petição. Foram mais de 1.300 assinaturas.

  • São Luís

Em São Luís do Maranhão, o navio estreou sua primeira ação – o bloqueio do navio Clipper Hope, prestes a fazer um carregamento de ferro gusa, matéria-prima do aço cuja cadeia produtiva envolve desmatamento ilegal, invasão de terras indígenas e trabalho escravo. Os protestos terminaram com um avanço: as autoridades e os produtores da região se dispuseram a entrar em um acordo para regularizar a cadeia produtiva do material.

  • Recife

Já navegando pela costa brasileira, o Rainbow Warrior estreou em Recife a campanha pelo uso de matrizes renováveis como solar, eólica e biomassa. Em evento a bordo do navio, o governo do Estado se comprometeu a fazer investimentos em energias renováveis para atrair novas empresas de TI (Tecnologias da Informação). Com o lançamento do relatório Horizonte Renovável, o Greenpeace mostrou que o Brasil possui um pré-sol e um pré-vento de oportunidades para gerar energia limpa.

  • Salvador

Muita gente veio conferir de perto o Rainbow Warrior na capital baiana. O Greenpeace recebeu até a visita contagiante do músico Carlinhos Brown, que animou a tripulação. Nesta parada, também foi organizado um seminário sobre potencial das energias renováveis.

  • Rio de Janeiro

Aportando na cidade maravilhosa para a Rio+20, o Rainbow Warrior foi palco de discussões sobre como formar um polo verde de TI na capital fluminense e de protesto de índios Xavante que há 20 anos aguardam a desocupação de suas terras por fazendeiros. Durante a conferência da ONU, o Greenpeace se juntou à sociedade civil na Cúpula dos Povos, realizando discussões sobre desmatamento, mudanças climáticas e energias renováveis. Nas ruas, participamos de uma marcha para mostrar o “verdadeiro futuro de queremos” para os líderes mundiais.