Ato global pede liberdade de ativistas

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Notícia - 18 - out - 2013
Hoje faz 30 dias que ativistas do Greenpeace estão presos na Rússia. Em mais de 30 cidades, em todos os continentes, houve manifestações de apoio a eles

Ativistas se algemaram nas areias da praia do Leblon, no Rio, para lembrar os 30 dias de prisão na Rússia dos ativistas do Greenpeace Internacional (©Greenpeace/Ivo Gonzalez)

 

No dia em que os 28 ativistas do Greenpeace e dois jornalistas completam 30 dias presos na Rússia, um ato tomou as ruas de mais de 30 cidades ao redor do mundo, pela libertação do grupo. No Brasil, 30 voluntários do Greenpeace apareceram algemados na praia do Leblon, no Rio de Janeiro.

Segurando fotos dos ativistas – entre elas a da brasileira Ana Paula Maciel – eles pediram a liberdade de todos e caminharam até o consulado da Rússia para entregar uma carta ao cônsul. Desde 19 de setembro, 30 pessoas estão em prisão preventiva após um protesto pacífico contra a exploração do petróleo no Ártico.

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As manifestações aconteceram em diferentes pontos do mundo, como em Berlim, Cidade do México, Nápoles e até no topo do Monte Everest. “Hoje faz 30 dias que nosso navio foi apreendido e nossos 30 amigos foram presos. Agora, eles enfrentam a absurda acusação de pirataria, o que pode lhes render até 15 anos atrás das grades”, criticou o diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo.

“Eles estavam agindo por todos nós, defendendo uma região frágil em um mundo em crise climática. Agora, é nossa vez de permanecer com eles. Essa prisão é um ataque a cada pessoa que levanta a voz por um futuro melhor para si mesmos e para seus filhos”, completou.

“Esses 30 bravos guerreiros não são piratas, e essa acusação é uma clara tentativa de calar protestos pacíficos. Estamos aqui hoje para mostrar nossa solidariedade a todos que estão presos e defender o direito a essas manifestações não violentas”.

Nos últimos dias, os advogados do Greenpeace apelaram pela liberdade provisória dos ativistas, sob a condição de fiança. Mas até agora, a Justiça russa negou o pedido a 21 casos. A audiência da brasileira Ana Paula Maciel, que iria acontecer nesta quinta-feira, foi adiada para a próxima semana, devido a problemas de tradução.

A cada dia, crescem as manifestações não só da sociedade civil, mas de autoridades e organizações que querem a liberdade do grupo. A presidenta Dilma Rousseff e a chanceler alemã Angela Merkel fizeram declarações públicas demandando a resolução rápida do caso. Onze ganhadores do prêmio Nobel da Paz escreveram uma carta ao presidente russo Vladimir Putin, pedindo a imediata libertação dos ativistas. E mais de um milhão e meio de pessoas já enviaram mensagens às embaixadas russas.

Libertem nossos ativistas 

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