Congresso, desliga a motosserra

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Notícia - 3 - mai - 2011
O recado não podia ser mais claro: “Congresso, desliga a motosserra”, escrito numa faixa de 10 por 30 metros estendida em frente ao prédio do Legislativo em Brasília, foi o pedido do Greenpeace para os deputados reunidos na Câmara hoje.

Greenpeace / Felipe Barra

Está marcada para esta noite a votação da proposta de desfiguração do Código Florestal construída por Aldo Rebelo (PCdoB-SP). 

O texto de Aldo, ditado pelos ruralistas, não pode ser votado hoje. Ele precisa ser debatido em profundidade com a sociedade – o que não aconteceu. O Código Florestal é peça essencial para que o país possa se desenvolver sem destruir suas florestas. A pressão dos ruralistas para anistiar crimes ambientais e abrir espaço para mais destruição levou a uma reforma que prioriza as necessidades apenas do agronegócio.

Fotos do protesto:

“Votar dessa maneira, nessa correria, quando todos pedem reflexão, é um desrespeito com o próprio Congresso e uma irresponsabilidade. Se aprovado, vai deixar a presidente da República refém de um projeto que representa apenas um setor da sociedade, o agronegócio, sem proteger as florestas nacionais”, afirma Paulo Adario, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace. “A proposta de Código Florestal que pode entrar em votação coloca o governo na fogueira. 

O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, não referendou a proposta de Aldo – mesmo após dois meses de diálogo com o deputado, para que refletisse menos desmatamento no texto. Pela manhã, em uma conversa com o Greenpeace e outras organizações ambientalistas, representantes da agricultura familiar e de movimentos sociais, e da iniciativa privada, o ministro afirmou: “Não há discussão de percentagem em política. O governo é 100% contra [a proposta].”

Aldo poderia ter evitado a situação, mas seu comprometimento com a bancada ruralista foi maior. Ele manteve grande parte da anistia aos crimes ambientais cometidos até 2008, inclusive em áreas sensíveis como margens de rios. Além disso, quem destruiu a natureza ilegalmente, e lucrou com isso, pode abater o custo da recuperação no Imposto de Renda – o que interessa apenas aos grandes, pois os pequenos agricultores sequer ganham o suficiente para declararem imposto.

O texto classifica qualquer produção de alimentos como de interesse social. Isso descaracteriza a agricultura familiar e estende exceções previstas na lei a qualquer propriedade rural, inclusive as dos maiores empresários. Aldo também isentou todos a terem floresta em até quatro módulos fiscais (que pode chegar a 400 hectares, dependendo da região). É um “bônus” válido para qualquer um, independente do tamanho da propriedade – e do bolso do seu dono.

O Brasil abriga 20% de todas as espécies do planeta e 12% das reservas hídricas. Desligar a motosserra empunhada pelos ruralistas no Congresso é essencial para preservar esse bem, para os brasileiros de hoje e do futuro.

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CICERO APARECIDO

CICERO APARECIDO says:

NÃO PODEMOS DESANIMAR... EXISTEM PEQUENOS FOCOS DE DESMATAMENTO, QUE SE FIRMEMENTE COMBATIDOS E EXPOSTOS, SERÃO BEM VINDOS A NÍVEIS ESTADUAIS E MUNICIPAIS E VAI CONTRBUIR EFETIVAMENTE PARA AGREGAR E ESCLARECER A POPULAÇÃO PARA A LUTA PELA CONSERVAÇÃO DA NATUREZA. AS MOTOSERRAS NÃO ESTÃO PODANDO AS ÁRVORES DA CIDADE E CONDOMÍNIOS... E FÁCIL PROVAR QUE ELAS DESTROEM MAIS DO QUE BENEFICIAM AS EMPRESAS DE TELECOMUNICAÇÕES E ENERGIA ELÉTRICA, SEM CONTAR OS INTERESSES ESCUSOS DE EMPRESAS QUE USAM A MADEIRA COMO INSUMO NO SEU PROCESSO PRODUTIVO. VAMOS DIMINUIR O TAMANHO DO INIMIGO...

Enviado 15 - jul - 2011 às 2:08 Denunciar abuso

PollyhMonteiro

PollyhMonteiro says:

Parabéns a todos que paticiparam dessa ação.
Estou acompanhado este projeto desde o ano passado e a cada dia fico mais preocupada com a possível aprovação da forma como está... Bom sabemos que agora ele deve ser votado de qualquer forma. Mas nos (população) temos que pressionar os políticos para que seja realizada as mudanças necessárias afim de garantir a preservação ambiental e punir quem infrigiu e infrigirá a lei.
Eu como estudante de economia, posso falar que, o agronegocio é necessário para o país e a exportação de alimentos também, não devemos por impusso imaginar que isso não importa ou que podemos viver sem a exportação, afinal, não podemos pensar somente no Brasil, temos que pensar no mundo... Sei que para muitos é complicado aceitar o que estou escrevendo, mas vamos pensar no problema como um todo onde a "balança" deve ser equilibrada.
Participei de um seminário há alguns dias e pude presenciar o Diretor da Itaipu Binacional relatando o que eles fazem pela preservação, é muito lindo, e o que me chamou muita atenção é que a migroregião onde a hidréeletrica atua houve aumento na produção de alimentos, inclusive orgânicos sem haver nenum desmatmento, ao contrario houve um aumento na área de preservação.
São ações como essa que devemos tentar mostrar para os nosso representantes para que eles pecebam o quantoainda temos que dialogar e pesquisar sobre esse assunto tão abrangente e necessáro.

Enviado 6 - mai - 2011 às 14:00 Denunciar abuso

Hilda

Hilda says:



Produção de alimentos a meu ver não é interesse Social, pois muitos agricultores e pecuaristas produzem para exportar.

Não temos que acabar com nossas florestas para acabar com a fome do mundo.
Se pensarmos que a Produção de alimento é interesse social
em nosso país já é errado, imagina produzir para exportar.

Nossa população carente gera muitos filhos por ignorancia e por falta de politicas publicas que dê a êles informação e ajuda em evitar esses filhos.
Teremos que derubar florestas para suprir a falta de alimentos?
Acho que a população de nosso país e mundial tem que diminuir e muito para evtarmos a destrruição do planeta só para suprir as necessidades humanas.

Enviado 5 - mai - 2011 às 19:08 Denunciar abuso

josuehjr

josuehjr says:

Vejo esse episódio como um marco negativo para a vida. O que me incomoda não é o projeto nem a votação em si, mas a consciência dos agentes governamentais, a razão pela qual os deputados estão reunidos, sua função e a análise para este conteúdo. Reduzindo as áreas de preservação permanentes, ou áreas de reserva legal pode-se aumentar a renda de quem detém a posse , porém diminui-se a qualidade de vida, não apenas de quem vive ali, mas de todos. Entendo que algumas escolhas trazem consequencias nem sempre boas, claro que muitas familias estariam gravemente prejudicadas vivendo durante anos e várias gerações em áreas que deveriam ser preservadas, porém, é do ESTADO a obrigação de acolher essas familias dando condição de viver em outros locais, não é porque cultivam a terra de forma sustentável durante anos e anos que, dependendo do lugar deixam de causar maleficio a biodiversidade e a vida de modo geral. Não é uma questão de economia, politica e religião, mas uma questão de sobrevivencia. O meio ambiente precisa ser respeitado, e este assunto requer muito estudo e discussão para estabelecer qualquer norma. Além disso vejo a ignorancia como um fator importante, deveriam os envolvidos nesse processo se habilitar nessa matéria para poder se decidir, é inadmissivel que alguem decida algo tão importante sem ter idéia das consequencias dessa ação, a médio e longo prazo. Na pior das hipóteses, apenas com o bom senso, se, por dúvida fosse, a decisão mais apropriada seria a preservação do bioma, da biodiversidade e da vida, que pena, ver tudo se acabar e não poder fazer nada.

Enviado 5 - mai - 2011 às 10:41 Denunciar abuso

Nubão

Nubão says:

Pessoal,
Sou cidadão da cidade de Belo Horizonte, tenho 22 anos e estou extremamente indignado com esse sujeito de bigode.

"Não é o texto que contenta a todos. Há leis que não podem ser cumpridas, há leis que não precisam ser cumpridas. O meu esforço é fazer uma lei para ser cumprida". Aldo

Acho que faltou uma vírgula na frase:"...uma lei para ser comprida, mas que favoreça os grandes proprietários rurais com maior ênfase que o resto das camadas sociais".

As pessoas que trabalham no Greenpeace tem o meu total apoio. Eu sinto uma certa revoltar por não poder estar de corpo presente ajudando.

A mensagem que quero deixar é a seguinte: quebrar vidro, sala, carro, queimar pneu são ações que chamam a atenção, mas é momentâneo. Se quer vencer o inimigo pense como ele, porque aí sim você irá enxergar as suas fraquezas. Ou seja, a ciência é para nós a maior arma. Aposto que este bigodudo aí não entende nada de leis de física, química, biologia e geografia coisas que não podem falta na análise do Código Florestal.

Ele saiu o Brasil todo perguntando o que estava de errado. Isso pode ter ser considerado uma boa ação, mas pra propor algo que pode afetar o MUNDO inteiro, não é pra qualquer um, quero dizer, pra político.

Abraços,

David.

Enviado 4 - mai - 2011 às 13:56 Denunciar abuso

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