Criação do Santuário de Baleias é negada, mas não desistiremos

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Notícia - 25 - out - 2016
A decisão da Comissão Internacional da Baleia de não tornar o Atlântico Sul zona protegida deixa 51 espécies de cetáceos vulneráveis

As baleias continuam ameaçadas pela caça Foto: Scott Portelli / Greenpeace

Apesar de a maioria dos países que participam da reunião da CIB na Eslovénia votar pela transformação de mais de 20 milhões de quilômetros quadrados do Atlântico Sul em um santuário onde a caça de baleias e golfinhos seria proibida, o requisito de 75% a favor da proposta não foi alcançado. Foram 38 votos a favor, 24 contra e 2 abstenções entre os países-membros presentes, ou seja, 60%.

A decisão foi tomada apesar de quase um milhão de pessoas terem assinado petições em vários países pedindo a criação do santuário.

Por todos os problemas que as populações de baleias têm enfrentado atualmente, e de já terem sido devastadas pela caça comercial, no passado, é mais que necessário uma zona protegida, onde serão capazes não apenas de sobreviver, mas de se recuperarem e se reproduzirem.

Votação pelo Santuário não alcançou 75%

John Frizell, especialista em oceanos do Greenpeace Internacional, que participou da reunião, lamentou: "Mesmo que a maioria dos países e grande parte do público acreditarem que um santuário é o melhor caminho a seguir para proteger as baleias, estamos mais uma vez em uma reunião da CBI nos sentindo frustrados.”

No entanto, o Greenpeace acredita que mais cedo ou mais tarde a criação do Santuário acontecerá, pois seu apoio é crescente. “Agradeço a todos os que apoiaram esta luta. A não criação do Santuário atende aos interesses de alguns poucos países. Mas a  vitória deles é passageira, a nossa será definitiva. Não vamos desistir de criá-lo e de proteger as baleias",  afirma Helena Spiritus, do Greenpeace Brasil.

A reunião da CIB está sendo realizada na Eslovênia e vai até o fim de semana. Os delegados debaterão ainda os 30 anos da moratória da caça comercial. O Greenpeace desempenhou um papel crucial na obtenção dessa proibição e continua a se opor à matança de baleias com fins lucrativos.

O ministro Sarney Filho acompanhou a votação e reafirmou o convite para que a próxima reunião da Comissão Internacional da Baleia, daqui a dois anos, seja no Brasil. "Até lá, continuaremos nos dedicando a enfrentar outras ameaças à sobrevivência das baleias, como o aquecimento global, a poluição dos mares, a destruição dos habitats e a pesca super exploratória”, completa Spiritus.

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Marcos says:

Não sei o que faltou! não desistir é o caminho!

Enviado 28 - out - 2016 às 12:28 Denunciar abuso Reply

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