Deixe o seu carro em casa

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Notícia - 22 - set - 2010
No Dia Mundial sem Carro, o escritório do Greenpeace Brasil se muda para a Avenida Paulista para lembrar que o Brasil ainda desconhece a gravidade das emissões de gases do efeito estufa provocada pelo setor de transportes.

Escritório do Greenpeace em São Paulo se muda para as ruas no Dia Mundial sem Carro. Na atividade vaga-viva temos placas solares para carregar nossos laptops, oficina de reciclagem e pintura no rosto para crianças. Foto Greenpeace.

 

O Greenpeace saiu hoje às ruas para participar das atividades pelo Dia Mundial sem Carro, pedindo a atenção do Poder Público ao Setor de Transportes para incentivar um estilo de vida menos dependente de carros, com menos poluição, trânsito, e dióxido de carbono. Em São Paulo, o escritório da organização “se mudou” para a esquina da Rua Itapeva com a Rua São Carlos do Pinhal, próximo à Avenida Paulista com sala de reuniões e laptops alimentados com a energia proveniente de uma placa solar.

A atividade conhecida como Vaga Viva também aconteceu em Manaus, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A manifestação pacífica ocupou legalmente uma vaga para carros na Rua Itapeva, na capital paulista, buscando chamar atenção para a necessidade de investir em métodos alternativos de locomoção, melhorar a qualidade do inventário de emissões de veículos nas capitais brasileiras e exigir melhor contrôle de emissões das frotas de ônibus e caminhões do país.

O setor de transportes representa 8,6% do total das emissões do país e mesmo assim tem ficado renegado pelo Poder Público brasileiro. No plano nacional, o Governo Federal divulgou em dezembro passado, durante a Cúpula do Clima em Copenhague, uma meta de redução das emissões entre 36,1% e 38,9% até 2020,. Este compromisso, assumido voluntariamente pelo Brasil, está previsto na Lei que institui a Política Nacional sobre Mudanças do Clima – aprovada também em dezembro de 2009. Ela define a formulação de planos para redução das emissões por setor de atividade econômica. O setor de transportes ficou de fora desse planejamento, como se não merecesse ser tratado prioritariamente. 

Leia também: Greenpeace organiza sua carona solidária

Em São Paulo, a Política Estadual de Mudanças Climáticas, aprovada igualmente no ano passado e regulamentada em junho de 2010, prevê que o estado reduza em 20% suas emissões de gás carbônico (CO2) até 2020, em relação aos níveis de 2005. Novamente, o setor de transportes, responsável por cerca de 50% das emissões de CO2 paulistas, não foi levado em consideração. Não há estratégia, metas e portanto vontade para abordar questões fundamentais como programas para renovação da frota caminhões ou políticas de incentivo ao transporte não-rodoviário. 

“É preciso que se tenha em mãos os Inventários Nacional e Municipais de Emissões de Gases de Efeito Estufa atualizados e um Estadual elaborado. Só com eles será possível para o Poder Público e empresas definirem políticas para redução das emissões desses gases”, afirma Nicole Oliveira, coordenadora da campanha de Clima do Greenpeace Brasil.

Abrir mão do carro significa alterar o estilo de vida das pessoas, por isso, é um processo que não acontece da noite para o dia. São décadas de incentivo econômico, político e cultural a esse tipo de transporte. Mas o Greenpeace ressalta também o estímulo à mudança, incentivando o transporte coletivo, a carona solidária e meios alternativos de transporte.

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3 Comentários Adicionar comentário

dirtyjessie says:

É muito importante todos nós sabermos desta importancia que de fazermos uma politica nacional de desmatamento zero o jeito é combater ...

Enviado 29 - set - 2010 às 17:05 Denunciar abuso Reply

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Fabiana says:

Olá! Em Porto Alegre também aconteceu um Vaga Viva. Foi neste último domingo, dia 26, no bairro Cidade Baixa. Recebemos muito apoio das...

Enviado 28 - set - 2010 às 22:32 Denunciar abuso Reply

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MMC says:

Sem uma politica nacional de desmatamento zero o jeito é combater o uso do etanol e do biodiesel.

Enviado 27 - set - 2010 às 16:54 Denunciar abuso Reply

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