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Notícia - 26 - mai - 2010
Na 15ª versão de nosso Guia de Eletrônicos Verdes, sobe e desce de empresas no ranking. Quem prometeu eliminar tóxicos e não cumpriu, foi para o fim da lista.

© Greenpeace / William Rose

Está no ar a nova versão do guia trimestral do Greenpeace que revela as marcas de eletrônicos que prezam pela saúde ambiental e humana. No ranking, queda vertiginosa para Samsung, Toshiba e Dell, penalizadas por não cumprirem o compromisso de eliminar substâncias tóxicas de seus produtos. Na liderança, Nokia, Sony e Philips, que além de eliminar químicos perigosos, tiveram bons desempenhos em quesitos energéticos.

Publicado trimestralmente desde agosto de 2006, o Guia de Eletrônicos Verdes tem como objetivo pressionar as empresas a produzir eletrônicos mais limpos e duráveis, que possam ser substituídos, reciclados e descartados sem prejuízos à saúde humana e ambiental. Na lista estão dezoito grandes empresas fabricantes de computadores, celulares, TVs e consoles de jogos eletrônicos, avaliados nas categorias químicos, energia e lixo, em quesitos como uso de substâncias tóxicas, pegada de carbono e reciclagem.

Na última versão do Guia, Toshiba cai de 3º para 14º lugar e Samsung, de 7º para 13º. As marcas perderam pontos por descumprirem as metas de diminuição de PVC, componente do plástico e Retardantes de Chama Brominados (BFR, na sigla em inglês), substância usada para inibir a combustão, ambos altamente tóxicos.

Subiram de posição Panasonic, Sony e Sharp, todas com bons pontos em químicos. Apple e HP ganharam destaque por oferecerem aos consumidores a maior gama de aparelhos ecologicamente corretos O relatório entregue pela LGE teve que ser desconsiderado devido a acusações de manipulação de dados em favor da empresa.  

“As gigantes de eletrônicos não podem se auto-proclamar verdes enquanto não cumprirem o acordo de eliminar substâncias tóxicas de seus produtos, perigosas ao meio ambiente e à saúde pública”, avisa Iza Kruszewska, Coordenadora da Campanha de Tóxicos do Greenpeace Internacional. “As empresas que ainda estiverem usando PVC e BFR, precisam avaliar os exemplos da Apple e HP, além das marcas indianas HCL e Wipro, que já começaram a eliminar os tóxicos de seus produtos”, complementa.

Confira o ranking aqui.

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