Fora petróleo

22 comentários
Notícia - 8 - ago - 2011
Zona de maior biodiversidade do Atlântico Sul, Abrolhos corre o risco de virar um grande poço de petróleo. Campanha pede uma moratória da exploração na região

Greenpeace / Alcides Falange

Zona de maior biodiversidade do Atlântico Sul, Abrolhos corre o risco de virar um grande poço de petróleo. A região foi loteada em 2003 pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) e agora dez empresas nacionais e estrangeiras estão prontas para começar a exploração dos 13 blocos atualmente sob concessão do governo.

É por isso que o Greenpeace Brasil começou uma campanha em que pede uma moratória na exploração de gás e petróleo nos arredores do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos.

Com uma área aproximada de 93.000 km², a moratória estabelece uma zona de segurança ao redor do parque nacional. Dentro desta área, estará banida apenas a exploração de gás e petróleo, evitando que um desastre ambiental contamine ecossistemas sensíveis, responsáveis pela reposição dos estoques pesqueiros e reprodução de inúmeras espécies ameaças de extinção.

A moratória, entretanto, depende de um acordo entre o governo e as empresas com blocos de exploração nesta região. São elas Petrobrás, Vipetro, Perenco, OGX, HRT, Shell, Vale, Cowan, Sonangol e Repsol.

O Greenpeace contatou estas empresas por meio de cartas, expondo a importância e necessidade da moratória. Até a sexta-feira passada, dia limite para as respostas, nenhuma empresa havia se posicionado com relação à proposta.

A campanha lançou uma petição online, em que está recolhendo assinaturas da população a favor da moratória. Esta petição será levada às empresas e autoridades, e pode ser acessada pelo endereço: www.greenpeace.org.br/abrolhos.

Deixe as baleias namorarem

A campanha do Greenpeace adota um personagem ilustre para representar o drama que a exploração de petróleo pode representar para a fauna marinha de Abrolhos: a baleia jubarte.

O mote “Deixe as baleias namorarem” é uma referência a este mamífero marinho, ameaçado de extinção devido a séculos de caça comercial. Entre os meses de julho e novembro, as jubarte fazem das cálidas águas de Abrolhos seu ninho de amor. Ali, elas se reproduzem e amamentam, enquanto atraem turistas para toda a região da costa sul da Bahia.

Assista o vídeo da campanha:

 

A campanha chega às ruas

No próximo fim de semana, entre os dias 13 e 14, os voluntários do Greenpeace vão às ruas de São Paulo, Rio, Salvador e Recife. O objetivo é levar ao público o drama das baleias e coletar assinaturas contra a exploração de petróleo em Abrolhos.

Você poderá visitar uma exposição de fotos para entender o problema da exploração de petróleo em Abrolhos e receber mais informações com nossos voluntários. Também haverá atividades para crianças como pintura na face e desenhos para colorir.

Os voluntários do Greenpeace receberão o público das 11h às 17h, no sábado, e das 9h às 14h, no domingo, nos seguintes endereços:

São Paulo:

Sábado: Praça Benedito Calixto.

Domingo: Parque da Luz (Ribeiro de Lima, 99 - Bom Retiro)

Rio de Janeiro:

Sábado: Parque Garota de Ipanema (Em frente à praia do Arpoador).

Domingo: Posto 9 – Ipanema (Av. Vieira Souto, altura do número 320).

Salvador:

Sábado e Domingo: Farol da Barra (Rua Dias D'Ávila, 98).

Recife:

Sábado e Domingo: Praia da Boa Viagem (Av. Boa Viagem, 3232).

Sobre Abrolhos

Localizado no litoral sul da Bahia, dentro da região identificada como a Costa do Descobrimento, Abrolhos foi declarado Parque Nacional Marinho em 1983 - o primeiro a ser criado no Brasil.

Com extensão de 913 km², o parque abrange o arquipélago dos Abrolhos e os recifes de Timbebas. Estudos recentes, entretanto, revelaram que a Área de Proteção atual representa apenas 2% de todo o banco dos Abrolhos, o que é insuficiente para sua preservação.

Abrolhos é lar de mais de 1300 espécies de aves, tartarugas, peixes e mamíferos marinhos. Dentre elas, 45 delas estão consideradas em risco de extinção.

Os recifes de corais da região, o maior e mais exuberante do Brasil, abrigam 17 espécies, sendo seis delas autóctones, como o coral-cérebro (Mussismillia brazilienses). Esta espécie está presente em Abrolhos há 7,7 mil anos e o principal construtor de recifes da região.

Ecossistema sensível a mudanças de temperatura e a poluição, os corais tem papel fundamental para a biodiversidade de Abrolhos. Juntamente com as extensas áreas de manguezais, eles garantem a reposição do estoque pesqueiro que fazem desta uma das regiões mais importantes para a pesca no Estado da Bahia.

Siga campanha na internet:

Twitter: @coralcerebro @greenpeaceBR

Facebook: www.deixeasbaleiasnamorarem.org.br

Assine a petição: www.greenpeace.org.br/abrolhos

22 Comentários Adicionar comentário

kk_17 says:

Temos que lutar cada vez mas para a preservaçao ambiental

Enviado 8 - ago - 2011 às 21:02 Denunciar abuso Reply

Felipe210786 says:

Invés de estarem investindo em energias renováveis vão tentar mais uma vez destruir mais um santuário de espécies das poucas ...

Enviado 8 - ago - 2011 às 16:08 Denunciar abuso Reply

Read more Read less

21 - 22 de 22 resultados.

Postar um comentário 

Para postar um comentário, você precisa estar logado.