Furacão Aldo

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Notícia - 17 - mai - 2011
Após atingir seu nível mais baixo ano passado, desmatamento volta a subir. E quem está no campo aponta: a desfiguração do Código Florestal tem a ver com isso.

“Explosivo”. Com essa palavra, Adalberto Veríssimo, pesquisador do Imazon, definiu o aumento do desmatamento em Mato Grosso no último mês. Em números, o crescimento é de 537% em relação ao mesmo período do ano passado, com mais de 243 quilômetros quadrados de derrubadas. “Desde que começamos a monitorar o desmatamento no estado, esse é o maior numero já registrado no mês de abril”, diz Veríssimo, para quem o principal motivo desse salto está no Congresso.

“O único fator que pode explicar isso é o debate do Código Florestal”. Não é à toa que, na semana passada, o Ibama anunciou que estava desmobilizando suas fiscalizações em todo o país para concentrar seu pessoal no Mato Grosso. Foi o sinal de que a coisa lá andava feia, como confirmam agoras os dados do Imazon.

Com promessas de anistiar quem desmatou e de diminuir tanto as áreas de proteção quanto as punições a crimes ambientais, o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), como se vê, já está fazendo eco na Amazônia. “Foram anos de denúncias, fiscalização e acordos de mercado para que a devastação começasse a cair”, pontua Paulo Adario, diretor da campanha Amazônia do Greenpeace, ao lembrar que no ano passado, as taxas caíram para um número recorde: em torno de 6,5 mil quilômetros quadrados. “Agora, tudo isso está sendo jogado para o alto por alguns ruralistas no Congresso, que só têm interesse em continuar lucrando com a injustificável destruição das florestas brasileiras”.

Além do aumento do desmatamento, a proposta ruralista também está causando problemas na imagem internacional do país. O Brasil assumiu compromissos internacionais de redução de desmatamento. Com essa postura, tornou-se um grande protagonista nas discussões ambientais mundiais. “Se a presidente Dilma não intervir no debate do Código Florestal, o Brasil vai ficar marcado por um retrocesso inaceitável em seu primeiro ano de gestão e às vésperas da Rio+ 20”, observa Paulo Adario.

Além disso, é bom lembrar que à época de sua campanha, Dilma manifestou-se contrária exatamente aos principais pontos defendidos pelos ruralistas: anistia, mais desmatamento e menos proteção ambiental.

Nas últimas semanas, o repique do desmatamento na Amazônia já havia sido alertado pelo Ibama. O órgão suspendeu as operações de fiscalização de todo o Brasil e concentrou seus fiscais na região. Mais de 500 agentes foram enviados depois que os alertas do sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), do Inpe, começaram a apontar o aumento das derrubadas no Mato Grosso. Os dados do Deter devem ser anunciados nesta quarta-feira pelo governo, e a tendência, infelizmente, é a mesma: aumento do desmatamento.

Clique aqui para baixar o relatório completo do Imazon.

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denize

denize says:

ACABEI DE VER UMA ENTREVISTA COM O SENHOR ALDO REBELO ELE ACABA DE CHAMAR NOS QUE DEFENDEMOS A NATUREZA DE NOSSO PAIS DE BURROS E INGNORANTES... E QUE NÃO ESTAMOS ENTENDENDO O NOVO CODIGO... AGORA SO GOSTARIA DE SABER QUANTO ESSE POLITICO CORUPTO E SAFADO TA GANHANDO DESSES RURALISTAS DE MERDA... VC VAI ACABAR COM O NOSSO PAÍS...

Enviado 26 - mai - 2011 às 20:18 Denunciar abuso

Hilda

Hilda says:


Não acredito que a Dilma vá fazer alguma coisa contra o Congresso.
Se ela não aceitar o Codigo Florestal como está, será para mim uma grande surpresa, pois não a vejo como uma pessoa tão esclarecida.

Ela é conivente com a Impunidade, queimaram florestas e nada se fará para punir esses inimigos da Natureza.

Nossa missão não é produzir alimentos para o mundo.

Deveria se fazer uma campanha para redução da Natalidade.
Em nosso país os mais pobres e que deveriam ter menos filhos são os que tem mais.
Pilula gratuita para essa população carente.

Não temos que produzir grande quantidade de alimentos, mas fazer com que nossa população seja mais seletiva.

Menos as vezes é mais.

Enviado 25 - mai - 2011 às 22:38 Denunciar abuso

Fayzano

Fayzano says:

Sr. Aldo Rebelo, FAÇA UM FAVOR AO MUNDO, DÊ UM TIRO NA CABEÇA!

Enviado 21 - mai - 2011 às 13:44 Denunciar abuso

Hilda

Hilda says:

Realmente o Brasil não tem competencia para cuidar da Amazonia e do restante das florestas.
O governo é imcompetente, o povo é submisso e a impunidade está solta há muito tempo.
Os interesses minoritários é que prevalessem.

Não vejo luz no fim do tunel!


Enviado 19 - mai - 2011 às 21:04 Denunciar abuso

Julianams

Julianams says:

O pior é que não é apenas o código florestal que desmascara a incompetência do governo brasileiro para com o meio ambiente. O Ministério do Meio Ambiente não parece tão preocupado como devia com o que ainda resta da nossa Floresta Amazônica.

Vejam um comentário do geólogo Aziz Ab’Saber sobre o ministério do Meio Ambiente:

"O Ministério do Meio Ambiente está totalmente enfraquecido e não tem condições de tomar atitudes corretas para defender a Amazônia. Poderia, por meio de um plano, programa ou projeto, organizar-se melhor no centro-sul do Pará e em outras áreas onde o desmatamento ainda tem esses outros fatores. O que, para nós, significa um problema muito sério, do ponto de vista da observação internacional. Lá nos Estados Unidos houve tempo em que eles diziam: "Os brasileiros não têm competência para gerenciar a Amazônia."E o problema é esse no momento".

Enviado 19 - mai - 2011 às 11:37 Denunciar abuso

felipefrezza

felipefrezza says:

O novo código florestal ainda nem foi aprovado e já tem ruralista safado lascando a motoserra pra fazer pasto pra gado ficar gordo, imagina se aprovam essa palhaçada.

E a nossa amazônia vai ficando cada dia menor, estão todos de olhos e ouvidos tapados, cegos e surdos impossibilitados de enchergar a realidade, vendados pelo consumo e pela ganância.

E AE DILMA, O QUE Q A GENTE FAZ AGORA?

Enviado 19 - mai - 2011 às 9:10 Denunciar abuso

vnmare

vnmare says:

A bancada ruralista formada pelo que há de mais atrasado no país.

O projeto beneficiará quem desmatou e prejudicará quem cumpriu a lei.

As ocupações irregulares serão perdoadas, reduzirá as áreas de proteções das margens dos rios, será um retrocesso inaceitável.

Enviado 18 - mai - 2011 às 21:30 Denunciar abuso

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