Amapá apoia Desmatamento Zero

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Notícia - 28 - abr - 2012
A bordo do navio Rainbow Warrior, senadores Randolfe Rodrigues e João Capiberibe também assinam a petição pela lei que pretende zerar a devastação florestal.

Senador João Capiberibe, do Amapá, assinou na tarde desta sexta a petição pelo Desmatamento Zero a bordo do Rainbow Warrior. (©Greenpeace/Marizilda Cruppe)

Ainda há esperança para as florestas após a derrubada do Código Florestal no Congresso Nacional. A lei de iniciativa popular pelo Desmatamento Zero no Brasil é uma alternativa para os brasileiros que, ao contrário do Congresso, acreditam ser fundamental preservar as florestas do país. Representando o estado mais preservado da Amazônia – e do Brasil, Carlos Camilo Capiberibe, do Amapá, foi o primeiro governador a assinar a petição, declarando seu apoio à iniciativa.

A bordo do navio Rainbow Warrior, o Greenpeace reuniu personalidades da política estadual e municipal na cidade de Macapá, além de técnicos do ICMBio, responsáveis pela conservação dos Parques Nacionais, para receber o apoio à iniciativa que visa acabar com a destruição das matas nativas brasileiras. Além do governador do estado, estavam presentes também os senadores João Capiberibe (PSB-AP) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que igualmente assinaram a petição pela lei do Desmatamento Zero.

“O novo Código Florestal atenta contra o estado do Amapá. É um retrocesso e uma derrota ao meio ambiente. Nosso estado é um enorme laboratório de desenvolvimentosustentável. Uma das tragédias para as florestas é a produção de ferro gusa. O Haiti não tem mais floresta por conta do ferro gusa, e tentaram fazer isso aqui no Amapá. Por esses motivos, eu coloco a minha assinatura nesse projeto de lei com enorme satisfação”, afirmou o senador João Capiberibe.

 

O governador Camilo Capiberibe afirmou que a lei do Desmatamento Zero não representa uma ameaça ao desenvolvimento, pois preserva o direito das minorias, como a agricultura familiar, os quilombolas e os povos indígenas. “Essa é uma lei de contraponto ao Código ruralista. O povo da Amazônia quer o PAC das florestas. E é por isso que eu assino, muito tranquilo e com senso de responsabilidade.”

O governo do Amapá foi também o primeiro a revelar ao Brasil os danos do novo Código Florestal a um estado que aposta na economia sustentável. A Secretaria Estadualde Meio Ambiente do Estado (SEMA) divulgou dados preliminares do estudo que mostra os impactos do Código aprovado pelos ruralistas no desmatamento do Amapá.

 

Segundo a pesquisa, o estado possui apenas 1,2% de seu território desmatado. Com as brechas abertas pelo novo Código, em apenas dois anos esse número quadruplicaria, chegando a 5%. Isso porque o novo texto permite que estados que possuam mais de 65% de seu território em áreas protegidas – caso do Amapá, cujos 72% do território estão divididos entre Terras Indígenas e Unidades de Conservação –, possam ter suas Reservas Legais reduzidas em 50%.

“Com mais de 95% de seu território preservado, o Amapá é um grande exemplo da feliz união entre desenvolvimento econômico e conservação florestal. Estamos aqui para mostrar a Amazônia que prospera com projetos baseados na floresta. A lei do Desmatamento Zero vem como uma alternativa ao desastroso Código Florestal aprovado no Congresso, que impacta diretamente esse estado. Enquanto o Congresso faz uma lei pelo desmatamento, nós fazemos uma pelas florestas”, disse Paulo Adario, diretor da Campanha Amazônia do Greenpeace.

Assine a petição.

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