Marcas da destruição da floresta

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Notícia - 22 - out - 2013
Maior produtora de óleo de palma da Indonésia, Wilmar promove desmatamento e drástica redução da biodiversidade local.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Chamas em galhos de árvores secas em uma área de turfeiras com concessão para cultivo e exploração de óleo de palma, recentemente desmatada. © Ulet Ifansasti / Greenpeace

 
Marcas consagradas pelo mundo que compram óleo de palma da exportadora Wilmar Internacional tais como Oreo, Gillette e Clearasil estão fazendo de seus consumidores cúmplices involuntários na destruição de florestas da Indonésia e na extinção de espécies já ameaçadas como o tigre de Sumatra, revelou hoje o Greenpeace Internacional, com base em novas investigações realizadas.

Clique aqui para conferir o relatório na íntegra (em inglês).

"Como o maior ‘player’ do mundo no setor de óleo de palma, a Wilmar tem o poder de transformar a indústria. Mas até que a empresa se comprometa a adotar uma política de não-desmatamento, o seu comércio de óleo de palma com grandes marcas como a P & G, Mondelez e Reckitt Benckiser acaba tornando os consumidores finais em cúmplices involuntários na extinção dos 400 tigres de Sumatra remanescentes na Indonésia", disse Bustar Maitar, coordenador da Campanha de Florestas na indonésia.

O setor de óleo de palma é o maior vetor de desmatamento na Indonésia – e a grande maioria das florestas desmatadas em concessões para o seu cultivo e exploracão, entre 2009 e 2011 foram identificadas como habitat do Tigre de Sumatra. Estas plantações são a maior ameaça para a espécie, já que, somente áres concedidas para o cultivo ocupam um milhão de hectares que sempre serviram como habitat natural para os tigres.

O Greenpeace tem provas de que a Wilmar mantém em sua cadeia de custódia, relações comerciais com empresas que usam de práticas ilegais de desmatamento e incêndio intencionais, por exemplo. O relatório que expõe tais denúncias, também documenta plantações de dendezeiros ilegais dentro do Parque Nacional Tesso Nilo. As colheitas destas plantações foram rastreadas previamente e flagradas sendo levadas para as próprias fábricas da Wilmar. E continuam a alimentar a cadeia de fornecimento de óleo de palma da Indonésia.

Plantações de óleo de palma nestes moldes estão impulsionando a destruição não somente de um Parque Nacional, o qual mantém apenas um quarto de floresta de pé, mas a extinção da biodiversidade local e da qualidade de vida da população, de acordo com análise de mapeamento do Greenpeace.

Embora a empresa tenha se comprometido a preservar o alto valor de conservação (HCV, na sigla em inglês) para florestas e turfeiras em suas próprias concessões, estas áreas fornecem menos de 4% do óleo de palma negociado e refinado por ela, com o restante sendo produzido por fornecedores terceirizados. Portanto, a Wilmar não possui sistemas adequados que assegurem a rastreabilidade em suas cadeias de custódia.

Por isso o Greenpeace exige que a Wilmar pare de lançar óleo de palma sujo no mercado global e que as grandes marcas internacionais limpem suas cadeias de suprimentos e fornecedores. O Greenpeace do Sudeste Asiático chegou a promover ação exibindo um banner e desafiando a gigante do setor a optar pela proteção da floresta em detrimento da sua destruição.

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