Onde começam as mudanças climáticas

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Notícia - 9 - nov - 2013
Há dois dias do início da COP-19, projeções nos arredores de Varsóvia mostram os impactos das mudanças climáticas

Umas das seis termelétricas a carvão da Polônia onde o Greeenpeace realizou hoje projeções alertando sobre as mudanças climáticas. Em dois dias começa a Conferência Mundial do Clima das Nações Unidas, sediada em Varsóvia (© Konrad Konstantynowicz / Greenpeace)

 

Neste sábado, dois dias antes de começar a COP-19 (Conferência Climática das Nações Unidas), a ser realizada em Varsóvia, capital da Polônia, o Greenpeace realizou um protesto pacífico para mostrar aos governos do mundo a urgência em eliminar gradualmente os combustíveis fósseis, que causam sérios danos ambientais, de suas matrizes energéticas.

Em seis termelétricas a carvão do país, mensagens como “A mudança climática começa aqui!” e  “O aumento do nível do mar começa aqui!” foram projetadas em várias línguas para chamar a atenção das pessoas e, em especial, dos negociadores do clima, para as grandes fontes de emissão de carbono, diretamente responsáveis pelas mudanças climáticas, em muitos casos irreversíveis.

“É hora de os governos mundiais pararem de atuar em prol do interesse das indústrias de combustíveis fósseis. Eles precisam parar de colocar os lucros das empresas emissoras de carbono a frente do bem-estar dos cidadãos e do planeta”, disse Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace Internacional.

Anfitriã do evento, a Polônia possui 90% de sua economia baseada em combustíveis fósseis. No entanto, seu governo segue bloqueando a União Europeia de adotar metas mais ambiciosas e assumir compromissos concretos nas negociações climáticas.

A mensagem “O derretimento do Ártico começa aqui!” também foi projetada para chamar a atenção do mundo para a perigosa exploração de petróleo no Ártico, além de lembrar os 28 ativistas do Greenpeace e dois jornalistas que protestaram pacificamente contra a perfuração de petróleo no mar de Pechora e os impactos climáticos dessa irresponsável atividade, e que por isso permanecem presos na Rússia há quase dois meses.

“Não chegando a acordos no passado, os líderes mundiais nos deixaram dependentes da coragem de pessoas comuns, como os 28 ativistas presos na Rússia, que colocaram sua liberdade em risco para proteger o nosso futuro. É tragicamente irônico que eles estejam nesse momento congelando em uma prisão russa, enquanto a indústria de combustíveis fósseis tem acesso irrestrito aos governos em uma conferência realizada para proteger o clima”, afirmou Kumi Naidoo.

O Greenpeace apela aos governos presentes na COP-19 que acelerem seus cortes de emissões imediatamente e que comprometam-se em adotar metas de redução de emissões mais ambiciosas no novo acordo, que deve ser finalizado em 2015.

“O Brasil ainda é um dos grandes emissores de gases do efeito estufa do mundo, mas tem potencial para ser um verdadeiro líder nas questões climáticas. Podemos e devemos assumir uma posição de destaque tanto investindo em energias mais limpas e protegendo de fato nossas florestas, quanto ajudando na construção de um novo acordo climático global”, defendeu Renata Camargo, coordenadora de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil.

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