Parlamento Europeu une-se a “Salve o Ártico”

Notícia - 12 - mar - 2014
Resolução que protege áreas do Ártico é aprovada pelo Parlamento Europeu e poderá banir as companhias de petróleo na região

Ativistas se fantasiam de ursos polares para protestar contra a Gazprom durante Fórum Econômico Mundial de Davos (©Greenpeace/Ex-Press/Flurin Bertschinger)

 

O Parlamento Europeu aprovou uma resolução que visa proteger áreas ao redor do Polo Norte, podendo banir companhias de petróleo que desejam perfurar na região e a pesca industrial. O projeto é uma resposta às demandas da campanha internacional "Salve o Ártico" que atraiu o apoio de milhões de pessoas, entre eles do cantor e ex-Beatles Paul McCartney.

Essa decisão rompe com os posicionamentos recentes do Conselho do Ártico – composto por países como Noruega, Dinamarca, Canadá e Rússia – que vem resistindo ao pedido de proteção permanente da região do Ártico. 

Ao mesmo tempo, a Finlândia adotou a proposta de tornar oficialmente o Ártico como um santuário. A ativista finlandesa Sini Saarela disse que “o que acontece no Ártico é relevante para todos nós. Com um santuário na região, o Parlamento Europeu responderá a milhões de pessoas que querem proteger o Ártico para futuras gerações.”

Sini estava entre os 28 ativistas que junto com dois jornalistas protagonizaram um protesto pacífico em uma plataforma da Gazprom, empresa petrolífera russa, em setembro do ano passado. Os “ 30 do Ártico”, como ficaram conhecidos, foram acusados de pirataria e de vandalismo e permaneceram dois meses presos. Foram liberados após receberem anistia do governo russo. 

Sini ainda disse que “trata-se de uma mudança imediata para um pequeno grupo de países que estão se preparando para explorar o vulnerável Ártico em busca de petróleo e pesca industrial. Esses planos ambiciosos estão ameaçados e exigem uma resposta das empresas que vem o Ártico como uma nova fonte de recursos.”

O Parlamento também salientou a necessidade de um acordo vinculativo sobre a prevenção da poluição no Ártico. 

A resolução prevê dar ênfase ao tema na agenda dos ministros de Relações Exteriores da União Europeia e da chefe de política externa Catherine Ashton, que tem relutado a falar contra a rápida industrialização da região por companhias internacionais de petróleo, como a Shell, BP e a Gazprom.

Leia aqui a cláusula 38 da resolução:

"Apoiamos a iniciativa de cinco Estados costeiros do Ártico para chegar a um acordo sobre as medidas de precaução para evitar a pesca industrial nos mares árticos sem o estabelecimento prévio de mecanismos regulatórios apropriados.

Apoiamos o desenvolvimento de áreas de conservação do território, em particular, a proteção da área internacional do mar ao redor do Polo Norte excluindo as zonas econômicas dos Estados costeiros."

Veja aqui a lista completa das celebridades que apoiam os “30 do Ártico”.

Tópicos