Pelas florestas da Indonésia

Notícia - 13 - fev - 2014
O movimento para salvar as florestas da Indonésia começa hoje. Você vai ficar de fora?

Turfas e floresta no parque nacional Tanjung Puting (© Ulet Ifansasti / Greenpeace)

Clique aqui para fazer parte do movimento.

O plantio de óleo de palma, ingrediente presente em praticamente metade dos produtos expostos nas prateleiras dos supermercados em todo o mundo, é o maior vetor de desmatamento na Indonésia. Ano passado, o Greenpeace revelou que algumas indústrias de vários segmentos - da alimentação à limpeza e higiene pessoal - e detentoras de marcas globais utilizam óleo de palma de procedência duvidosa em suas linhas de produção.

Clique aqui para acessar o relatório completo (em inglês).

A exploração irresponsável do óleo de palma na Indonésia tem destruído a floresta tropical do país em um ritmo mais acelerado do que em qualquer outra parte do mundo, e acelerado o processo de extinção de espécies raras como o tigre-de-sumatra, por exemplo, um animal icônico na cultura asiática e que tem na floresta seu habitat natural.

Tigre-de-sumatra fotografado no Parque Taman, na Indonésia (© Paul Hilton / Greenpeace)

É plenamente possível cultivar óleo de palma sem desmatar. Mas algumas das grandes marcas que o utilizam em suas linhas de produção estão fazendo de seus consumidores cúmplices na derrubada de floresta por não se preocupar com uma política de compras/abastecimento de fato responsável.

Você pode mudar essa situação

Com muita pressão popular, a maior trader de óleo de palma do mundo acabou se comprometendo publicamente com uma nova política de não desmatamento. O Greenpeace, junto com produtores e outras organizações da sociedade civil formaram um Grupo de Inovação que elaborou medidas complementares às já existentes, no combate ao desmatamento. E grandes marcas como Nestlé, Ferrero, L’Oreal e Unilever já estão adotando iniciativas para eliminar o desmatamento de suas cadeias produtivas.

Assine o manifesto

Brasil

No Brasil, ainda não temos uma produção tão representativa de óleo de palma quando comparada com a da Indonésia, mas o potencial é enorme e já existem planos do governo para aumentar a produção. Entretanto, as possíveis consequências negativas podem ser agravadas com a intensificação do cultivo na Amazônia.

O Pará possui as maiores áreas e, segundo a Secretaria de Agricultura local, a região Nordeste do Estado concentra cerca 166 mil hectares plantados, e já é conhecido como o cinturão do dendê.

Por ser uma área tradicionalmente ocupada pela agricultura familiar, comunidades quilombolas e ribeirinhas, a intensificação da produção de acordo com a lógica do mercado traz consigo iminentes riscos de impactos socioambientais, conflitos fundiários e outras formas de violência no campo, questões que deveriam ter balizado a atuação do governo na regulamentação destes plantios.

Óleo de palma limpo é viável. Assine o manifesto e peça para que as marcas que você usa no dia a dia livrem seus produtos do desmatamento.

O manifesto reúne gente que não quer consumir nada produzido com destruição de floresta. Esta é a primeira parte de uma campanha global.

Assine a petição e seja parte do movimento.

Tigre-de-sumatra filhote caminha ao lado da mãe em zoológico de Devon, na Inglaterra (© Greenpeace / REX / Richard Austin)