Por um mundo verde e pacífico

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Notícia - 10 - set - 2011
No dia 15 de setembro 1971, 12 ativistas zarparam de Vancouver num velho barco rumo à ilha Amchitka para impedir testes nucleares. Assim nascia o Greenpeace

Tripulação se reune no Phyllis Cormack. Da direita para a esquerda: Patrick Moore, Richard Fineberg e Jim Bohlen.

Uma viagem pela vida

“Uma viagem pela vida e pela paz”: esta foi a definição dada por Irving Stowe, um dos fundadores do Greenpeace, ao descrever o plano de navegar com um pequeno barco rumo ao oceano Ártico, onde a tripulação tentou parar testes com bombas nucleares promovidos pelo governo americano. Irving não sabia, mas esta viagem do Greenpeace duraria por décadas e mudaria o mundo.

O poder das pessoas

Pacifistas, ecologistas, jornalistas e hippies que iniciaram o movimento que deu origem ao Greenpeace sonharam grande, um sonho contagiante. Dezesseis mil pessoas foram ao concerto de música que arrecadou verba para a viagem. Entre os músicos que tocaram no show estavam Joni Mitchell e James Taylor. Desde o começo o Greenpeace teve o suporte do público e hoje o Greenpeace se mantém independente, sem aceitar dinheiro de corporações ou governos.

Ativistas do Greenpeace pintam a pele de bebês-foca com tinta não-tóxica, para evitar a ação de caçadores. Uma vez tingido, o pêlo perde seu valor comercial. © Greenpeace / Deloffre

Mensagem transformadora

Outro fundador, Bob Hunter, falou em crier mensagens transformadoras – imagens e idéias tão poderosas que poderiam mudar a consciência do mundo. Nos anos seguintes Greenpeace faria apenas isso. Imagens de ativistas pacíficos salvando focas da morte, navegando em áreas de teste nuclear e colocando seus corpos entre baleias e arpões nutriram um movimento de explosão de preocupação ambiental.  

Persistência

Com as potentes imagens, Greenpeace desenvolveu uma reputação de persistência. A campanha contra os testes nucleares duraram 25 anos, de 1971 até 1996, quando o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares foi assinado. A campanha para parar o descarte de lixo no mar levou seis anos e resultou no banimento global do descarte de lixo radioativo. Para salvar a Antártica, o Greenpeace montou uma base permanente no mais remoto e selvagem ambiente na Terra, aguardando por cinco anos até 1991, quando 39 governos concordaram em aderir a uma moratória de 50 anos de toda exploração mineral na Antártica.

Manifestação gigante, com 100 mil participantes, marcha pelas ruas de Copenhague pedindo que os líderes mundiais selem um acordo para reverter a ameaça das mudanças climáticas. © Greenpeace / Christian Aslund

Ponto forte

O principal agente de mudanças da história do Greenpeace é sem dúvida seus ativistas. Pessoas normais dispostas a fazer o extraordinário para proteger o meio ambiente. Ao longo dos anos ativistas do Greenpeace encararam prisões, ameaças físicas e perseguição política. Apesar disso, os ativistas sempre permaneceram pacíficos.

Alcance mundial

Hoje em dia o Greenpeace é global, moderno e efetivo. Com escritórios na Ásia, América Latina, Europa, América do Norte e África, Greenpeace é capaz de denunciar problemas no mundo com alcance global. A organização investiga, documenta e expõe as cadeias de produção das corporações que atuam ao redor do mundo. Não importa se é o chocolate europeu liderando o desmatamento na Indonésia ou a tecnologia desenvolvida no Vale do Silício envenenando trabalhadores na Ásia, Greenpeace tem sido capaz de construir o link e direcionar mudanças positivas.

Ativista do Greenpeace segura placa sinalizando área de corais em Breisunddjupe, na Noruega. © Greenpeace / Christian Åslund

Mundo digital

A organização opera seu próprio time de cientistas baseados na Universidade de Exeter no Reino Unido. Os navios do Greenpeace funcionam como plataformas flutuantes de informação, com satélites permanentes conectados à internet. Assim o Greenpeace alcança 11 milhões de ativistas online ao redor do planeta – levando a proteção do meio ambiente para as redes digitais.  

O desafio de promover a mudança

É muito, mas não é tudo. Mudança climática é o maior desafio que o movimento ambientalista já encarou. Greenpeace tem chamado a atenção para o problema desde 1988 e teve um papel fundamental em garantir o Protocolo de Kyoto. Mas há muito mais a ser feito. Será preciso a ajuda e o suporte de todo o mundo para garantir um futuro verde e seguro para toda a humanidade. Quarenta anos atrás nós nos lançamos ao mar, mas a viagem pela vida e pela paz continua. Bem vindo a bordo.

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1 comentário Adicionar comentário

Wellington says:

Eu entrei como colaborador do Greenpeace com muito orgulho.Um abraço a todos.

Enviado 5 - jul - 2012 às 14:39 Denunciar abuso Reply

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