Quanto valem as florestas?

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Notícia - 7 - dez - 2011
Artigo publicado no jornal "O Globo" em 6 de dezembro de 2011, dia de votação do novo Código Florestal no Senado.

Florestas brasileiras ficam vulneráveis com aprovação de nova lei

Desmantelar o Código Florestal é uma das maiores ambições da bancada ruralista no Congresso há muito tempo. Historicamente, a sanha contra a lei de florestas sempre encontrou obstáculos, seja pela difícil justificativa para o grande público, dada sua óbvia falta de nobreza, seja pela reação que o tema causava no governo federal, temeroso do prejuízo político com a opinião pública nacional e internacional. Mas, no governo Dilma, as coisas mudaram.

O plano ruralista começou a prosperar quando seus autores decidiram importar, de outro público, a justiça que lhes faltava. O truque foi esconder a anistia a grandes criminosos ambientais, a facilitação ao desmatamento e a diminuição da proteção florestal atrás da foto do agricultor familiar e do necessitado rural, verdadeiros merecedores de tratamento especial na lei.  Assim, o embuste para sustentar o discurso estava armado.  Mas ainda faltava o principal: furar a histórica barreira do Executivo.

O que prometia ser o maior problema revelou-se como a parte mais fácil. No Planalto, a batalha anticódigo encontrou uma apatia para o assunto que, pouco a pouco, passou de apoio velado a festejos públicos entre governo e ruralistas. Cenário que nem mesmo o mais otimista parlamentar do agronegócio seria capaz de apostar.

Durante sua jornada, o texto do “novo” Código Florestal proposto para mudar a lei atual foi reprovado por diversos segmentos da opinião pública. Juristas apontam-lhe ilegalidades e agressões à Constituição. A ciência o coloca no rol dos potenciais causadores de desastres ambientais. Em recente nota, a CNBB o avalia como “uma clara opção por um modelo de desenvolvimento que desrespeita limites da ação humana”.

As críticas não estão na tratativa dispensada a pequenos e pobres agricultores, ou no sadio desejo de regularizar propriedades produtivas. Tais iniciativas são bem-vindas e necessárias, desde que feitas com justificativa social e com amparo técnico, legal e científico. O problema do texto encontra-se onde o benefício para a regularização é tamanho que esfacela as regras gerais, ofertando descontos à lei por meio de critérios sem justificativas, a ponto de igualar reais merecedores àqueles que destruíram florestas apostando na impunidade. Baseado no enfraquecimento da legislação, seu triste saldo não apresenta qualquer ganho para a preservação ambiental e transforma o que ontem era desmatamento criminoso em um grande negócio.

A presidente Dilma está às vésperas de receber um texto recheado de más intenções e que colocará à prova suas promessas de campanha, sua palavra empenhada em vetar anistia e desmatamento e os compromissos internacionais assumidos pelo país na questão climática.

Hoje, no Congresso, o único interesse que o Código Florestal ainda aparenta despertar no Executivo é a chance de usá-lo para negociar trocas de favores em temas igualmente espinhosos. Após todos os descontos ofertados pelo governo Dilma, a barganha parece, para o Planalto, ser o único valor de nossas florestas. A sentença final, assim como suas consequências, ainda aguarda a decisão da presidente.

por Marcio Astrini, coordenador da campanha do Código Florestal do Greenpeace, e Paulo Adario, diretor da Campanha Amazônia do Greenpeace.

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(Não registado) Jad_Rosa

(Não registado) Jad_Rosa says:

Eu estou odiando tudo isso, parece que são bobos, quando estiverem preste a morrer pelo mundo ter se esgotado vou rir deles :@

Enviado 16 - dez - 2011 às 20:51 Denunciar abuso

kastro

kastro says:

o Governo ta pouco se lixando pra amazonia...Talvez pq até o genocidio total dela,eles ja não estejam aqui pra verem a cagada que fizeram...E MINHA FILHA HJ COM 1 ANO E 3 MESES....vera arvores de concreto..e uma amazonia destruida por um GOVERNO MEDIUCRE QUE TEMOS AQUI!!!

Enviado 14 - dez - 2011 às 23:36 Denunciar abuso

zémartins

zémartins says:

A sociedade precisa entender que não é consumindo as florestas que iremos crescer enconomicamente, o que hoje pode ser uma solução amanhã pode ser um problema serio, se não tomarmos providencia em breve só verá arvores em fotografia antigas.

Enviado 14 - dez - 2011 às 20:35 Denunciar abuso

(Não registado) zémartins

(Não registado) zémartins says:

Hoje presevar as nossas florestas é uma dificuldade enorme, pois os assentamentos de lotes doados pelo orgão INCRA onde deveriam proteger estão desmatando para fazer carvão em vez de praticar agricultura familiar, os PAs estão mais poluidos do que a grande São Paulo pela fumaça das carvoeiras

Enviado 14 - dez - 2011 às 20:14 Denunciar abuso

Fayzano

Fayzano says:

ACORDA MEU POVO!

A amazonia é o maior laboratório a céu aberto do planeta; E... É NOSSA!

Enviado 10 - dez - 2011 às 22:50 Denunciar abuso

loboluiz

loboluiz says:

definitivamente é uma vergonha a forma como nossos governantes veem , as questões ambientais , antes de mais nada defendem os interesses de uma minoria elitizada , grandes fazendeiros etc..e ainda utilizam de argumentos irracionais para diezerem que estão ajudando o pequeno agricultor .a cada dia destruimos uma parte de nossa maior riqueza , nossos recursos naturais pedem socorro...

Enviado 10 - dez - 2011 às 13:33 Denunciar abuso

(Não registado) tinus

(Não registado) tinus says:

Eu acompanhei a votação no senado sobre o tema, acho que falta mesmo uma presença mais efetiva das ongs ligadas a proteção do meio ambiente para a maioria da população brasileira em relação a informação falo isso justamente porque a maior empresa de televisão do pais mostrou de forma superficial
as consequencia desta lei, praticamente não informou nada. Então é um momento de reflexão analisar os erros e montar estrategia para a coicientização da população

Enviado 9 - dez - 2011 às 14:58 Denunciar abuso

Samantha

Samantha says:

desejo saber quais serão as ações EFETIVAS, além do "VETA DILMA" daqui para frente em relação ao NOVO Código. Tenho acompanhado muito este tema. Sou geógrafa, colaboradora do Greenpeace, participei da reunião no IEA-USP sobre o assunto, ASSINEI TODOS OS MANIFESTOS, converso com meus amigos a respeito, compartilho notícias no facebook, mas noto que isto não é suficiente, pois a maioria do povo brasileiro desconhece as verdades desta nova lei.

A mídia, em geral, passa a ideia tendenciosa de que esta lei será benéfica para o meio ambiente, já que, segundo os políticos, concilia preservação com agricultura. Sabemos que isto é mentira, mas o povo não sabe. É fato que a população não quer mais desmatamentos, porém não sei se as campanhas das ong(s) estão conseguindo atingir, tocar fundo nas pessoas, ou seja, fazer com elas entendam REALMENTE que este "Novo" Código será realmente muito, muito ruim para o Brasil.

Quero ajudar e estou me colocando a disposição para isto.

Enviado 9 - dez - 2011 às 13:01 Denunciar abuso

(Não registado) Christiano

(Não registado) Christiano says:

‎" NO MOMENTO EM QUE SE CORTAR A ÚLTIMA ÁRVORE, SE POLUIR A ÚLTIMA GOTA D ÁGUA, CIMENTAR-SE O DERRADEIRO ESPAÇO DA TERRA, E NÃO HOUVER MAIS LUGAR PARA ARMAZENAR O LIXO PRODUZIDO POR UMA GERAÇÃO IRRESPONSÁVEL, SÓ ENTÃO O HOMEM PERCEBERÁ QUE TAMBÉM NÃO PODERÁ COMER DINHEIRO, NEM BEBER DINHEIRO, NEM RESPIRAR DINHEIRO."

Enviado 8 - dez - 2011 às 20:10 Denunciar abuso

(Não registado) Marinho

(Não registado) Marinho says:

Um dia tudo isso irá acabar e todos nós iremos prestar contas de tudo o q

Enviado 8 - dez - 2011 às 15:42 Denunciar abuso

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