Tarso Genro quer libertação de Ana Paula

Notícia - 7 - out - 2013
Em encontro com diretores do Greenpeace, governador do RS diz que vai pedir ajuda à Dilma e acionar secretaria de Justiça do estado para entrar oficialmente no caso.

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, manifestou apoio à libertação da ativista Ana Paula Maciel em encontro com Fernando Rossetti, diretor-executivo do Greenpeace Brasil (©Greenpeace)

 

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), manifestou apoio, nesta segunda-feira, à libertação da ativista do Greenpeace, Ana Paula Maciel. Ele afirmou que vai pedir pessoalmente à presidente Dilma Rousseff que intervenha diplomaticamente, e prometeu acionar a secretaria de Justiça do estado para acompanhar o caso. A bióloga gaúcha está em prisão preventiva na Rússia, junto com outros 27 ativistas e dois jornalistas, após um protesto pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico.

“Dou meu apoio irrestrito à luta pela libertação de Ana Paula”, disse o governador, que encontrou em São Paulo, nesta manhã, os diretores do Greenpeace no Brasil, Fernando Rossetti e Sérgio Leitão. “Vou acionar a secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos para que faça contato com os advogados do Greenpeace e que entre oficialmente com os procedimentos necessários para buscar o retorno mais breve possível da Ana para o Rio Grande do Sul”.

Nesta segunda-feira, o Greenpeace Internacional fez uma coletiva de imprensa em Moscou, e afirmou que pretende entrar com uma queixa-crime contra a apreensão, considerada ilegal, do navio Arctic Sunrise pelas autoridades russas. A embarcação foi apreendida em águas internacionais no dia 19 de setembro, um dia depois que ativistas fizeram um protesto pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico.

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“Quando o Serviço de Segurança da Rússia entrou no Arctic Sunrise, houve uma série de violações da lei”, afirmou Alexander Mukhortov, o advogado de defesa do americano Peter Willcox, capitão do navio de campnhas do Greenpeace. “Homens armados e sem identificação entraram no navio usando máscaras e apontando armas para a tripulação. Eles tomaram o controle da embarcação, confiscaram pertences pessoais e manteve todos sob custódia, sem formalizar essas ações”.

Porta-vozes do Greenpeace Internacional afirmaram que também pretendem apresentar queixa contra a violação de direitos das 30 pessoas que permanecem presas e acusadas de pirataria. “Algumas celas são frias, nem todos têm recebido água suficiente para beber e também não podem se exercitar adequadamente”, disse outro advogado do Greenpeace Internacional, Sergei Golubok.

Os advogados também fizeram objeções à forma como os ativistas estavam sendo transportados nos útimos dias, em veículos da polícia. Alguns deles fizeram viagens de até cinco horas, sem acesso a alimentação, calefação e banheiro.

O engenheiro chefe do Arctic Sunrise, Mannes Ubels, que está entre os detidos, enviou uma carta ao Serviço de Segurança da Rússia pedindo que possa continuar fazendo a manutenção de rotina no navio, afim de evitar maiores danos à embarcação e até um possível naufrágio. Ele explica que em breve o gerador vai parar de funcionar e que, com isso, o sistema de alarmes não funcionará. “Vazamentos comuns da água do mar para a sala de motores, nesse caso, não emitiram mais alarmes”, diz Ubels. “Peço que considerem autorizar minha ida ao navio para fazer sua manutenção, afim de evitar prejuízos maiores”.

Nesta terça-feira, terão início as audiências em que a organização vai apelar para que os 28 ativistas e dois jornalistas possam aguardar em liberdade as investigações. As audiências devem ser concluídas até sábado.

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