Vazamento de petróleo na BP em SP

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Notícia - 9 - ago - 2010
Ativistas do Greenpeace fazem protesto para lembrar sobre os riscos da exploração de petróleo em plataformas marítimas e pedir investimentos em fontes renováveis de energia

©Greenpeace / Alexandre Cappi

Ativistas do Greenpeace simularam um vazamento de óleo em frente à sede da BP, na capital paulista, em protesto contra o desastre ambiental provocado no Golfo do México pela explosão de uma plataforma de petróleo da empresa no dia 20 de abril. A simulação, que utilizou 4 barris cheios com uma substância preta (uma mistura de farinha com tinta não tóxica e lavável), nem de perto chegou ao tamanho do vazamento provocado no poço operado pela BP, estancado somente em meados de agosto.

Segundo dados do governo dos Estados Unidos, o acidente liberou o equivalente a 5 milhões de barris de petróleo no Golfo do México, paralisando a pesca e o turismo no litoral de 4 estados americanos e causando danos ainda incalculáveis a ecossistemas costeiros e marinhos na região. O número oficial, ainda não auditado por fontes independentes, é suficiente para transformar o vazamento da BP no maior da história e serve para lembrar dos riscos que o mundo corre para continuar a saciar a sua sede por combustíveis fósseis.

Veja as fotos: 

“Como já consumimos praticamente todo o petróleo em áreas de acesso mais fácil”, aponta Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Energia do Greenpeace, “temos que ir cada vez mais longe e mais fundo para encontrá-lo”. As novas reservas brasileiras, por exemplo, que estão na camada do pré-sal, encontram-se a mais de 7 mil metros de profundidade. A plataforma acidentada da BP extraía petróleo no Golfo do México a quase 2 mil metros de profundidade.

“O acidente demonstrou que não há tecnologia capaz de evitar grandes vazamentos no mar”, diz Baitelo. Além da falta de segurança, o investimento na exploração de petróleo em águas profundas segue na contramão da necessidade de se buscar fontes de energia capazes de reverter a crise climática. O consumo desenfreado de combustíveis fósseis aumenta as emissões de gases do efeito-estufa, que contribuem para o aquecimento global.

“É mais do que hora de começarmos a investir em fontes renováveis, como eólica e solar, para a geração de energia”, insiste Baitelo. No caso do Brasil, existe um projeto de lei tramitando no Congresso para incentivar o investimento e a utilização de energias renováveis, limpas e seguras no país. Mas o governo não parece interessado nele. Prefere enxergar o desenvolvimento do país na exploração das reservas do pré-sal.

Confira o vídeo da atividade:

“Estamos olhando para o futuro com a cabeça virada para trás, apostando numa fonte de energia cada vez mais arriscada, finita e suja ”, diz Baitelo. As reservas do pré-sal se esgotarão em apenas 40 anos. E se forem totalmente exploradas, podem emitir até 56 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera, consolidando a presença do país entre os maiores responsáveis pelo aquecimento global.

A atividade em frente ao escritório da BP em São Paulo durou cerca de meia hora e envolveu 15 ativistas. Eles derrubaram dois dos barris e fizeram furos nos outros dois, espalhando bichos de pelúcia sobre a substância preta que saía deles, representando a fauna do Golfo do México atingida pelo petróleo que vazou da plataforma. Os ativistas também prenderam uma placa no chão com a frase “BP hoje, pré-sal amanhã”, lembrando dos riscos de se ir cada vez mais fundo na busca de uma fonte suja de energia.

Desde a semana do acidente, representantes do Greenpeace USA, acompanhados de um  especialista que lidou com o vazamento da Exxon Valdez (Alasca, 1989),  documentam em imagens e relatos os impactos do vazamento com o intuito de alertar para aquilo que nem a BP, nem o governo americano querem revelar. Agora, o navio Artict Sunrise chega ao Golfo, levando cientistas para investigarem como está o fundo do mar após o desastre.

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Random

Random says:

O ex-diretor do Instituto Estadual de Florestas (IEF) de Minas Gerais, Humberto Candeias, foi preso hoje em uma operação conjunta do Ministério Público (MP) e da Receita estadual. Ele e outros ex-funcionários do órgão ambiental são acusados de envolvimento com a chamada "máfia do carvão", acusada de fraudar a produção e comercialização do produto, feito por meio de desmatamento clandestino de mata nativa. Além de Candeias, foram presos outros quatro ex-funcionários do IEF, todos já exonerados.

Segundo o MP, ao todo foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão em Belo Horizonte e outros nove municípios mineiros - Contagem, Rio Acima, Viçosa, Cajuri, Rio Casca, Ubá, Divinópolis, Ituiutaba e João Pinheiro. Candeias foi preso em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, mas integrantes da operação também estiveram em seu apartamento em um bairro nobre da capital mineira, onde apreenderam documentos e computadores.

Os detidos são acusados de desvio de recursos, cancelamento de multas, apropriação irregular de honorários e diárias, acordos judiciais ilegais e fraude em licitações promovidas pelo órgão. Participam da operação oito promotores, 58 auditores da receita e mais de 70 policiais militares.
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,ex-diretor-e-preso-por-elo-com-mafia-do-carvao-em-mg,590849,0.htm

Enviado 28 - ago - 2010 às 14:22 Denunciar abuso

Pedro Geraldo

Pedro Geraldo says:

Devemos escolher bem os candidatos para não vivermos a desgraça de uma política ambiental como a implantada em Minas Gerais pelo Sr. José Carlos Carvalho. O PSDB deixou nas mãos deste secretário o Meio Ambiente de Minas com a atuação do IEF-MG voltada toda para a arrecadação de divisas através de multas ambientais, por vezes, fraudulentas e vergonhosas. Fora PSDB !

Enviado 19 - ago - 2010 às 22:07 Denunciar abuso

vitorlelis

vitorlelis says:

O que que o Brasil ainda quer se envolvendo com esse tipo de empresa??
Pois se a tendencia é cada vez mais procurar fontes de energia renováveis, e com isso o Brasil so tem a ganhar! Já que seu territorio em geral tem um clima perfeito para o plantio da cana-de-açucar, principal materia-prima do etanol, e não só por causa do aquecimento global, mas também por um coisa obvia: o pretoleo vai acabar! e ai? quando esse dia chegar?
hum! sei não...
Por isso, aproveitem esse ano de eleição para escolher bem seus candidatos!

Enviado 10 - ago - 2010 às 19:51 Denunciar abuso

vitorlelis

vitorlelis says:

O que que o Brasil ainda quer se envolvendo com esse tipo de empresa??
Pois se a tendencia é cada vez mais procurar fontes de energia renováveis, e com isso o Brasil so tem a ganhar! Já que seu territorio em geral tem um clima perfeito para o plantio da cana-de-açucar, principal materia-prima do etanol, e não só por causa do aquecimento global, mas também por um coisa obvia: o pretoleo vai acabar! e ai? quando esse dia chegar?
É amigos... aproveitem esse ano de elição para escolher bem seus candidatos hein!

Enviado 10 - ago - 2010 às 19:49 Denunciar abuso

MMC

MMC says:

Nos ultimos 12 meses o Brasil bateu recordes de vendas de automóveis.
Quer dizer mais pessoas e animais atropelados.
Vender produtos do desmatamento para comprar armamentos.
Dois anos atrás troquei todas as lampadas incandecentes por economicas não senti economia, houve economia quando troquei a geladeira velha por nova.
De qualquer modo deixe para trocar por lampadas mais economicas, abaixo de 15w, a partir de 20 de abril do ano que vem quando os dias serão mais curtos e menos água nas hidreletricas.

Enviado 9 - ago - 2010 às 14:57 Denunciar abuso

galdinotoscano

galdinotoscano says:

Concordo plenamente com a necessidade de investimentos no desenvolvimento e difusão da energia limpa. Entretando, subestimar a tecnologia nacional e entrar no determinismo de que se a BP falhou a BR obrigatoriamente também vai falhar é complicado. Lembrem-se do caso da P-36, afundou e não gerou uma catástrofe ambiental como a BP fez. Ademais, fico me perguntando o que fazer com as reservas do Pré-Sal? Precisamos tirar as pessoas da miséria, que caminho devemos seguir? Quem tem fome tem pressa!

Enviado 9 - ago - 2010 às 14:15 Denunciar abuso

galdinotoscano

galdinotoscano says:

Concordo plenamente com a necessidade de investimentos no desenvolvimento e difusão da energia limpa. Entretando, subestimar a tecnologia nacional e entrar no determinismo de que se a BP falhou a BR obrigatoriamente também vai falhar é complicado. Lembrem-se do caso da P-36, afundou e não gerou uma catástrofe ambiental como a BP fez. Ademais, fico me perguntando o que fazer com as reservas do Pré-Sal? Precisamos tirar as pessoas da miséria, que caminho devemos seguir? Quem tem fome tem pressa!

Enviado 9 - ago - 2010 às 14:12 Denunciar abuso

galdinotoscano

galdinotoscano says:

Concordo plenamente com a necessidade de investimentos no desenvolvimento e difusão da energia limpa. Entretando, subestimar a tecnologia nacional e entrar no determinismo de que se a BP falhou a BR obrigatoriamente também vai falhar é complicado. Lembrem-se do caso da P-36, afundou e não gerou uma catástrofe ambiental como a BP fez. Ademais, fico me perguntando o que fazer com as reservas do Pré-Sal? Precisamos tirar as pessoas da miséria, que caminho devemos seguir? Quem tem fome tem pressa!

Enviado 9 - ago - 2010 às 14:10 Denunciar abuso

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