Notícia - 6 - jul - 2009
Após rodadas de negociação entre a Eletronuclear e a Prefeitura de Angra dos Reis, sai licença de uso do solo para início das obras de Angra 3; país não precisa dessa usina
Ativistas do Greenpeace alertam para os perigos de Angra 3 durante audiência pública realizada no Rio de Janeiro.
Decisão foi oficializada nesta segunda-feira. A licença era a última autorização necessária para viabilizar aobra.
O acordo entre a Eletronuclear e a prefeitura de Angra para a licença municipal do uso do solo onde será instalada a usina prevê investimentos de R$ 150 milhões ao longo de seis anos para áreas de educação, saúde, meio ambiente, entre outros.
Mas para que a construção da usina comece efetivamente, falta ainda que o Tribunal de Contas da União (TCU) assine o contrato da retomada da obra. O Greenpeace, juntamente com o Partido Verde, entrou com uma representação ao TCU em novembro de 2007. Em resposta à recomendação do Greenpeace e do PV, o TCU informou que revisaria os contratos apresentados pela Eletronuclear e, em setembro de 2008, técnicos do tribunal visitaram as instalações das centrais nucleares em Angra dos Reis.
Em 2008, o órgão verificou irregularidades no orçamento da usina, apontando um superfaturamento de R$ 469,3 milhões nas obras da usina nuclear, 6% do valor total previsto pelo governo, que impediu o fornecimento de parte dos recursos financeiros.
A construção da terceira usina nuclear do país, Angra 3 terá uma potência de 1350 MW consumir mais de R$ 9 bilhões de recursos públicos em uma energia suja, cara e perigosa. O Greenpeace vem alertando para o potencial de redução de consumo de energia por meio de medidas de eficiência energética desde fevereiro de 2007, quando lançou o relatório [R]Evolução Energética. Na publicação, o potencial de redução calculado para 2050 é de 413 mil GWh por ano.
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