Para protestar contra a agenda nuclear do presidente francês Nicolas Sarkozy, ativistas do Greenpeace colocaram uma grande faixa com o símbolo nuclear na Torre Eiffel.
No dia em que o presidente Nicolas Sarkozy anunciou o lançamento
da União pelo Mediterrâneo, 15 ativistas do Greenpeace penduraram
uma faixa com um símbolo nuclear na Torre Eiffel. A faixa foi
colocada no meio do círculo de estrelas douradas que representam a
União Européia. As estrelas, patrocinadas pela empresa Areva,
estatal nuclear francesa, estão na Torre Eiffel desde que a França
assumiu a presidência da União Européia, em 1o. de julho.
A faixa foi uma mensagem direta aos países que compareceram ao
lançamento da União pelo Mediterrâneo, incluindo os 27 membros da
União Européia e as 17 nações que fazem fronteira com o Mar
Mediterrâneo, de que Sarkozy está usando o encontro para tentar
vender a eles a energia nuclear francesa. O Greenpeace faz o
alerta: a perigosa agenda do presidente francês põe em risco a
proteção climática e também a segurança da região.
"O fato de a estatal Areva patrocinar as estrelas da União
Européia na Torre Eiffel dá indicações claras sobre a agenda de
Sarkozy", afirma Frédéric Mareiller, da campanha de nuclear do
Greenpeace França.
"Sarkozy está usando a União pelo Mediterrâneo em sua tentativa
de seqüestrar a presidência da União Européia para promover sua
perigosa agenda nuclear."
"Sarkozy está claramente confuso. Ele parece esquecer que é o
presidente francês. Em vez disso, está atuando como um vendedor de
energia nuclear", acrescentou Mareiller.
Desde que chegou ao poder, em maio de 2007, Sarkozy vem
promovendo agressivamente a energia nuclear e tenta vender reatores
franceses a todo momento. Seu governo assinou acordos sobre
exportação e cooperação nuclear com nove países do Mediterrâneo e
Oriente Médio no ano passado.
Sarkozy está desesperadamente tentando vender o EPR francês,
carro-chefe do chamado 'renascimento nuclear', apesar do fato de as
únicas obras do reator em andamento, na França e na Finlândia,
serem um desastre.
As obras da usina de Olkiluoto 3, na Finlândia, estão atrasadas
em dois anos e meio, e os custos já dobraram, atingindo cinco
bilhões de euros. Na França, as obras do EPR foram interrompidas pela autoridade de
segurança nuclear francesa, após apenas seis meses de trabalho,
devido a problemas crônicos de segurança.
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