Alô, alô presidente: vá para Copenhague salvar o clima do planeta

Notícia - 16 - nov - 2009
Esta semana é a vez de Recife, Rio de Janeiro e Manaus mandarem o recado pelo orelhão do Greenpeace

A proposta do orelhão é incentivar a população a ligar para o gabinete da presidência e embaixada dos Estados Unidos no Brasil para pedir ao Lula e ao Obama para irem a Copenhague.

Depois de São Paulo e Salvador, o "orelhão itinerante" do Greenpeace foi instalado hoje (23/11) em ruas do Recife, Rio de Janeiro e Manaus. A proposta é incentivar a população a ligar para o gabinete da presidência e embaixada dos Estados Unidos no Brasil para pedir ao Lula e ao Obama para irem a Copenhague. A capital dinamarquesa sediará, entre os dias 7 a 18 de dezembro, a reunião da ONU onde será definido o acordo que limitará as emissões de gases de efeito estufa de todos os países, depois de 2012, quando expira o protocolo de Quioto.

A população será incentivada a pedir que Lula se comprometa com o desmatamento zero, a proteção dos oceanos e o incentivo às energias renováveis. No Recife, Rio de Janeiro e Manaus, o orelhão funcionará até sexta-feira (27/11).  Depois ele segue para Belo Horizonte e Porto Alegre. Confira a programação

O governo anunciou que levará para Copenhague desvio entre 36% e 39% na curva de crescimento projetada para 2020 de emissão de gases do efeito estufa. "Para mostrar que o compromisso é realmente sério, o presidente deveria levar essas metas para Copenhague pessoalmente e convidar seus pares, principalmente dos Estados Unidos e China, a fazer o mesmo", diz Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de mobilização da campanha de Clima do Greenpeace. 

O Greenpeace defende o Desmatamento Zero até 2015. Também propõe que pelo menos 25% da eletricidade do país seja gerada a partir de fontes renováveis de energia como vento, sol, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas. O investimento nesta área criaria 300 mil novos empregos diretos no país nesse período, e 600 mil até 2030.

Além disso, cobra do governo brasileiro transformar pelo menos 30% do território costeiro-marinho do Brasil em áreas protegidas até 2020. Os oceanos são importantes reguladores climáticos, pois absorvem o CO2 - principal gás do efeito estufa - da atmosfera. Mantê-los saudáveis é essencial para garantir a continuidade desse serviço ambiental.

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