Notícia - 16 - out - 2008
Aliança foi o ponto alto do simpósio internacional de desenvolvimento marítimo, organizado pelo Greenpeace na capital japonesa.
Objetivo do encontro em Tóquio foi estimular o debate sobre as
questões marinhas entre diferentes setores envolvidos com o tema.
Mais de 200 pessoas, entre representantes da indústria pesqueira,
academia e movimentos ambientais, participaram do evento.
"Nossos oceanos e, por conseqüência a atividade pesqueira, tem
sido dramaticamente modificadas pela ação humana", disse Daniel
Pauly, professor-doutor da Universidade de Columbia, reconhecido
internacionalmente por suas pesquisas sobre o declínio mundial dos
estoques pesqueiros.
O ex-funcionário Agência Japonesa das Pescas, Masayuki Komatsu,
discutiu, em sua palestra, o declínio contínuo das indústrias
marinhas japonesas. Ele ressaltou a necessidade de uma reforma do
setor pesqueiro para garantir a sustentabilidade da atividade. O
setor empresarial foi representado pela cadeia de supermercado Aeon
Topvalu,que apresentou uma palestra sobre a identidade corporativa
da rede, toda baseada na sustentabilidade.
"Essa é um experiência histórica para o Japão. O Brasil poderia
fazer um movimento semelhante, como, aliás, já foi feito na
Moratória da Soja, para acompanhar a criação e implementação de
Áreas de Proteção Ambiental. Ganharia o meio ambiente e a setor
turístico", diz a coordenadora da campanha de oceanos do Greenpeace
no Brasil, Leandra Gonçalves.
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