Araraquara adere a programa para conservar a Amazônia

Notícia - 12 - abr - 2007

Araraquara tornou-se o 37° município brasileiro a aderir ao programa Cidade Amiga da Amazônia, do Greenpeace. O prefeito Edson Antônio Edinho da Silva (PT) e a representante do Greenpeace, Adriana Imparato, assinaram hoje o termo "Compromisso pelo Futuro da Floresta" no salão nobre da prefeitura.

O prefeito também assinou um decreto instituindo um grupo técnico de trabalho, composto por membros de diversas secretarias e diretorias. O grupo responsável pela implementação do programa e realização de módulos de qualificação para servidores municipais e fornecedores públicos, caso seja necessário.

Durante a solenidade, o prefeito Edinho Silva afirmou que o Cidade Amiga da Amazônia "será instituído na cultura de toda a máquina administrativa de Araraquara."

O objetivo do programa é que as prefeituras do país criem procedimentos - por meio de decretos, portarias, instruções normativas e leis - para evitar, nas compras e licitações, o consumo de madeira amazônica proveniente de desmatamentos e extração ilegal.

"Araraquara é mais uma cidade que adota medidas concretas para promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia", comemora Adriana Imparato, representante do programa Cidade Amiga da Amazônia. "Ao adotar critérios para a compra de madeira nas aquisições e licitações promovidas pela prefeitura, Araraquara está ajudando a fechar o mercado para quem trabalha com madeira de origem criminosa".

A indústria madeireira é uma das principais forças de destruição da Amazônia. Cerca de 64% da madeira produzida na região é consumida pelo mercado brasileiro e as prefeituras respondem por grandes volumes usados em obras públicas e mobiliário. Grande parte dessa madeira vem de desmamento. Mais de 13 mil quilômetros quadrados de floresta Amazônica foram destruídos entre julho de 2005 e agosto de 2006. A área equivale a 13 vezes todo o município de Araraquara.

Para serem aceitas pelo programa Cidade Amiga da Amazônia, as administrações devem formular decretos, portarias, instruções normativas e leis municipais que exijam quatro critérios básicos em qualquer compra ou contratação de serviço que utilize madeira produzida na Amazônia: proibir o consumo de mogno, uma espécie ameaçada; exigir, como parte dos processos de licitação, provas da origem legal e em Planos de Manejo Florestal da madeira; estimular a aquisição de madeira certificada pelo FSC, um sistema que garante a origem sustentável do produto florestal; e orientar construtores e empreiteiros a substituir madeiras descartáveis utilizadas em tapumes, fôrmas de concreto e andaimes por alternativas reutilizáveis como ferro ou chapas de madeira resinada.

Entre os outros municípios que aderiram ao programa estão capitais como São Paulo (SP), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Recife (PE) e Fortaleza (CE). No estado de São Paulo, a iniciativa atraiu os municípios de Guarulhos, Piracicaba, São José dos Campos, Campinas, o Grande ABC, Santos, Americana, Sorocaba e Osasco. São Paulo foi o primeiro estado a aderir ao programa.

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