Notícia - 19 - nov - 2007
Produto foi encontrado pelo Greenpeace em dois supermercados da capital chinesa, revelando a frouxidão do governo americano no controle da exportação de produtos com ingredientes geneticamente modificados.
Apesar de não ter autorização para ser exportado e muito menos
vendido fora dos Estados Unidos, o arroz LL601 da Bayer foi
encontrado pelo Greenpeace à venda em dois supermercados de Pequim,
na China. O caso revela a fragilidade do controle de exportação de
produtos com ingredientes transgênicos por parte do governo
americano.
"Sem dúvida o governo americano está no limite da
responsabilidade aopermitir a exportação de produtos contaminados
pelo arroz transgêniconão-autorizado", afirma Weizhen Huang, da
campanha de Alimentos eAgricultura do Greenpeace China. "Também
pedimos às autoridadeschinesas que reforcem suas medidas de
biossegurança para evitar que acontaminação transgênica ocorra
novamente."
O Greenpeace coletou 10 amostras de arroz americano de dois
supermercados em Pequim, em agosto e setembro. Após testes
realizados em um laboratório independente, ficou comprovado que
amostras do arroz Mahatma continha o arroz transgênico LL601,
resistente a herbicida. As autoridades chinesas não aprovaram o
LL601 ou qualquer outro arroz transgênico para importação ou venda
comercial no país.
O arroz LL601, da Bayer, foi aprovado para cultivo comercial nos
Estados Unidos em 2006, depois de ter contaminado produtos
americanos a base de arroz. Atualmente, os Estados Unidos são o
único país no mundo que permite o plantio comercial e a venda de
arroz transgênico.
O arroz LL601 contaminou as exportações americanas de alimentos
para pelo menos 32 países, incluindo a China, que não aprovou a
importação desse produto. Estima-se que a contaminação causada
pelo arroz LL601 custou mais de US$ 1 bilhão aos agricultores e à
indústria de alimentos.
Confira aqui os detalhes desse caso.
O arroz é o alimento básico mais consumido no mundo, chegando à
mesa de cerca de 2,5 bilhões de pessoas todos os dias, e pesquisas
mostram que os consumidores chineses são contra o arroz
transgênico. Segundo pesquisa encomendada pelo Greenpeace à IPSOS,
77% dos entrevistados afirmaram preferir arroz comum ao
transgênico.
Saiba mais:
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prejuízos de mais de US$ 1bi - confira detalhes no sumário
executivo do relatório Negócio Arriscado.
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