As empresas Garoto e Hershey's se recusam a informar ao consumidor se usam ou não matéria-prima transgênica na produção de ovos e barras de chocolate.
Dando continuidade à Semana do Consumidor, cerca de 15 ativistas
protestaram na manhã desta sexta-feira em um supermercado de Porto
Alegre contra a falta de informação sobre os produtos fabricados
pelas empresas Hershey's e Garoto. Com a proximidade da Páscoa, os
ativistas recolheram ovos e barras de chocolate de um supermercado,
rotularam e lacraram em dois tonéis, identificado com o símbolo do
triângulo amarelo com o T no meio. Os tonéis serão encaminhados
para a Hershey's e a Garoto na próxima semana.
"É fundamental que as empresas informem o consumidor se estão
usando ingredientes transgênicos para fabricar seus produtos",
disse Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de engenharia
genética do Greenpeace. "O direito à informação está previsto na
lei e não pode ser negado aos brasileiros".
Veja as fotos:
Desde 2004 o Brasil tem uma lei que exige a rotulagem de todo
produto alimentício fabricado com 1% ou mais de matéria-prima
transgênica. Tanto a Hershey's quanto a Garoto vêm sendo procuradas
pelo Greenpeace para que se pronunciem sobre o o uso de organismos
geneticamente modificados em sua linha de produção, mas nenhuma
resposta foi obtida.
"Nessa Páscoa, o consumidor precisa ficar atento aos chocolates
que vai escolher porque algumas marcas podem conter transgênicos.
Na dúvida, o ideal é consultar o
nosso Guia do Consumidor e entrar em contato com as
fabricantes", afirma Gabriela Vuolo, coordenadora da Campanha de
Engenharia Genética do Greenpeace.
O protesto realizado nesta sexta-feira faz parte da
série de atividades que
o Greenpeace vem promovendo em diversas cidades do país durante
a Semana do Consumidor, para alertar a população brasileira sobre
os riscos que os produtos transgênicos representam ao meio
ambiente. Além disso, o Greenpeace também está expondo a postura
das principais empresas de alimentos do país quanto à informação
que disponibilizam à população sobre utilização de transgênicos na
fabricação de seus produtos.
Na segunda-feira passada (10/3),
ativistas do Greenpeace protestaram na sede da Vigor, em São
Paulo, se acorrentando na porta principal da sede da empresa
para pressioná-la a informar se usa ou não matéria-prima
transgênica. Na terça-feira, voluntários do grupo ambientalista
promoveram uma
devolução em massa de óleos de soja da Bunge e Cargill rotulados
como transgênicos. Quarta-feira a atividade aconteceu no Rio de
Janeiro: ativistas foram a um supermercado de Botafogo, na zona sul
da cidade,
rotular produtos da Bunge e Cargill que ainda não têm o símbolo de
transgênico nas embalagens - margarinas, maioneses e molhos para
salada -conforme determina a lei.
Guia do Consumidor: o direito à informação e à escolha
Uma das principais ferramentas durante as atividades programadas
será o Guia do Consumidor do Greenpeace, que desde 2002 tem ajudado
os consumidores brasileiros a se informarem sobre a real composição
dos produtos vendidos no país. Mais de 100 empresas de alimentos
foram contatadas e questionadas sobre a utilização de ingredientes
transgênicos em seus produtos. As empresas que não respondem ou que
não fazem controle adequado para evitar a contaminação por
matéria-prima geneticamente modificada são listadas no guia
impresso.
No site
do Greenpeace é possível consultar a lista completa de empresas
que já se comprometeram a não usar transgênicos em sua linha de
produção. Há também diversas ferramentas disponíveis para
consumidores que queiram evitar os transgênicos: receitas,
entrevistas e idéias de atitudes cotidianas para consumir
responsavelmente.
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do Consumidor.
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