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Kumi Naidoo, assume como novo diretor-executivo do Greenpeace Internacional
Ao assumir na semana passada o cargo de diretor-executivo do Greenpeace Internacional, o reconhecido ativista Kumi Naidoo alertou os líderes mundiais que não há desculpas para que seus países não assumam um acordo justo, ambicioso e obrigatório na reunião sobre clima em Copenhague, que será realizada em dezembro.
"O encontro representa uma oportunidade única para os líderes se unirem e criarem um compromisso oficial que evite o caos climático. Nossos líderes precisam encontrar coragem para fazer o que é certo em vez do que é confortável. Precisam se transformar nos líderes que elegemos para salvar o clima, evitando a migração e fome em massa que ocorrerão como conseqüência inevitável das mudanças climáticas", afirma Kumi Naidoo.
Naidoo se envolveu com a luta pela libertação da África do Sul aos 15 anos de idade, quando teve um papel de liderança importante no movimento estudantil contra o apartheid no sistema educacional. Prisões e abusos da polícia o forçaram ao exílio, período em que fez o doutorado em sociologia política na Universidade de Oxford.
Ao voltar do exílio, ajudou a criar e implementar a estrutura eleitoral da África do Sul pós-apartheid durante os primeiros anos da década de 90. Depois, entrou para o mundo das organizações não-governamentais e virou presidente da Coalizão de Ongs da África do Sul (SANGOCO). Naidoo também tem experiência no fortalecimento de instituições da sociedade civil em todo o mundo. Até o ano passado, ele era o secretário-geral da CIVICUS, entidade que reúne mil instituições ao redor do mundo que lutam pelos direitos civis e o fortalecimento da representação política.
Antes de assumir como diretor-executivo, Naidoo dirigiu a Campanha Global de Clima, um organismo do qual o próprio Greenpeace faz parte. Seu objetivo é lutar por um acordo mais avançado na reunião de Copenhague. Ao longo da vida, Naidoo desenvolveu conhecimento substancial em campanhas, levantamento de fundos, elaboração de políticas publicas e liderança de organizações de alcance global, o que fez dele um candidato perfeito para o posto de diretor-executivo do Greenpeace Internacional.
"A luta contra a destruição ambiental e a pobreza são estritamente relacionadas: sem assegurar recursos naturais e biodiversidade, as pessoas vão ficar cada vez mais pobres e o desenvolvimento se tornará insustentável", diz Kumi.
"Eu sou um admirador de longa data do trabalho do Greenpeace, desde meus tempos de ativista contra o apartheid na África do Sul até a pouco como membro da equipe do escritório do Greenpeace na África. Em todos os níveis de trabalho - do confronto à cooperação com governos e organizações - o Greenpeace é uma inspiração. A mistura de pragmatismo e paixão fez as coisas acontecerem, se refletindo em resultados concretos ao redor do mundo. Acredito que o Greenpeace é uma das organizações mais valiosas da comunidade global, e desenvolve um papel crítico para reverter a atual trajetória de nosso planeta", conclui.
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