Notícia - 16 - jan - 2006
Dez ativistas do Greenpeace, entre eles três brasileiros, foram
presos na manhã desta terça-feira ao bloquearem as obras ilegais da
fábrica finlandesa de celulose, Botnia, no Uruguai. A construção,
às margens do Rio Uruguai, causa danos ao meio ambiente e à
população local de Fray Bentos y Gualeguaychú, sudoeste do país. Os
ativistas desembarcaram no local por meio de botes infláveis,
montaram acampamento para impedir a continuidade das obras e
estenderam cartazes com os dizeres "Chega de poluição". Os
brasileiros C.O, F.C. e A.G., além de outros sete ativistas,
participavam do protesto e ficaram presos por algumas horas. Além
dos ativistas, dois repórteres também foram detidos.
"A Botnia continua utilizando tecnologia ultrapassada que
causará destruição dos ecossistemas do Rio Uruguai, mortandade de
peixes e alto grau de contaminação da região e das comunidades
locais", disse Juan Carlos Villalonga, diretor Político do
Greenpeace Cone Sul. "O método TCF (eliminação total de cloro)
representa 20% da produção de celulose na Europa, mas aqui na
América do Sul a empresa continua utilizando uma tecnologia que
contamina", completa.
O Greenpeace avalia que as características do projeto, como sua
dimensão e seu tempo de operação (aproximadamente 40 anos),
esgotarão os recursos naturais da região. A organização acredita
que esse argumento é suficiente para convencer as autoridades de
ambos os países a acordarem um plano de produção limpa para toda a
região. A obra da empresa não foi aprovada pela Comissão
Administradora do Rio Uruguai (Caru).